O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSDB), recebeu, na quinta-feira, às 18h, um grupo de pataxós de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, que solicitou apoio político do Parlamento para reivindicações feitas ao governador Jaques Wagner. Os índios estavam acompanhados do deputado petista Bira Coroa, que atua em defesa dos povos indígenas já há alguns anos, e defende a criação de mecanismos de apoio a essas comunidades, facilitando-lhes a sobrevivência e integração social – com a preservação da cultura desses povos que são nossos legítimos antepassados.
O presidente da Casa solidarizou-se com todos os pleitos, mas esclareceu o papel de magistrado que desempenha na Assembléia, poder harmônico, porém independente do Executivo, instando Bira Coroa a mobilizar o Poder em defesa dos problemas enfrentados pelos índios e garantindo sua ajuda em todas as iniciativas que forem levadas à discussão. Ele tem consciência dos problemas enfrentados pelos pataxós, que habitam uma área cobiçada pelos especuladores imobiliários, e informou ao grupo que uma coordenação está sendo criada a nível de secretariado para encaminhar essas questões.
Os índios entregaram cinco documentos ao deputado Marcelo Nilo em nome de seis associações e cooperativas, estabelecidas em duas aldeias da Coroa Vermelha, solicitando apoio para duas vertentes de ações governamentais. Na primeira pedem a continuidade das obras de um projeto que prevê a construção de 150 casas, reforma em outras 150 e a implantação de um novo centro de comércio indígena na Coroa Vermelha, onde são vendidas peças de artesanato produzidas pelas aldeias.
Solicitaram ainda apoio do poder público para a manutenção da Guarda Indígena, que conseguiu derrubar o índice de criminalidade naquela área em 95%, e a instalação de uma cooperativa de renda para os índios no local, além de outros pedidos de ordem institucional, como a criação de um órgão específico para tratar da questão indígena e de uma frente parlamentar nessa mesma linha. Todos os índios falaram sobre os problemas que estão enfrentando e depois dançaram e cantaram rituais antigos no gabinete da presidência.
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