O deputado Gilberto Brito, PRP, apresentou indicação ao governo do Estado para utilização da técnica do solo-cimento, utilizada na fabricação de pré-moldados para a construção civil. Trata-se de uma tecnologia que resulta em mais economia, praticidade e menos degradação no meio ambiente. "O solo-cimento será de grande utilidade para os órgãos governamentais que, por administração própria ou convênio, constroem moradias populares, escolas, unidades sanitárias ou centros de geração de renda", avalia o deputado.
Baseado em pesquisas de órgãos como o Ceped, Brito argumenta que entre muitas vantagens, o solo-cimento não utiliza a queima de madeira necessária à preparação dos blocos de cerâmica convencionais, diminui-se o gasto com transporte, dispensa-se a argamassa para o rejuntamento das peças, que são encaixadas; e diminui-se a quantidade de entulho na obra.
Ao justificar a iniciativa, principalmente aos titulares das secretarias do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Desenvolvimento Urbano, Saúde, Educação e Integração Regional, Gilberto Brito lembra que muitos prédios importantes no país foram erguidos com essa técnica, que proporciona "qualidades estruturais à obra, facilita a colocação de tubulações da rede hidráulica, telefônica e de energia."
VALOR SOCIAL
"Com o passar dos anos, é cada vez mais crescente a demanda social, trazendo no seu bojo infinitos fatores, alguns conseqüentes do avanço do conhecimento, numa justa e maior exigência da sociedade, outros pela selvagem competitividade, com conseqüente situações desumanas, dentre elas a moradia, ninho da espécie", justifica Gilberto Brito.
A técnica do solo-cimento foi utilizada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1915, posteriormente no Brasil, somente no ano de 45, em Santarém, numa construção do aeroporto local. Três anos depois, foi utilizada na construção de moradias do Vale Florido, em Petrópolis, e em 53, no Hospital de Tuberculosos, em Manaus. Em todas elas permanecem os imóveis sem apresentar trincas.
A receita do solo-cimento é simples: mistura-se solo, um pouco de água e cimento na proporção de 5 a 10 por cento, a depender do tipo do solo, e leva-se a massa a uma prensa móvel. Os blocos então permanecem por sete dias na "cura" e depois estão prontos para o uso.
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