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Emiliano e Joel despedem-se com alegria

Publicado em: 07/02/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Oposicionistas no governo anterior, eles acreditam no sucesso da nova gestão
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O deputado Emiliano José (PT), que concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados e ficou na terceira suplência, ocupou a tribuna do plenário para se despedir dos colegas de parlamento. Somando o pronunciamento com os 24 apartes recebidos de parlamentares das mais diversas correntes políticas, foi o segundo discurso mais longo dos deputados que não renovaram seu mandato, concluído em pouco mais de duas horas e meia.

Emiliano não se ateve à experiência dos seus dois mandatos estaduais. Dedicou boa parte do tempo a falar de uma época e de uma geração "que combateu o bom combate contra a ditadura. Faço isso como uma homenagem, uma lembrança daqueles que tombaram ao longo desse caminho, assassinados da maneira mais torpe e mais covarde pelos generais terroristas e assassinos que comandaram este país", disse.

"Cada deputado tem uma trajetória, eu venho dessa", contou, lembrando que chegou ao Legislativo "na leva extraordinária do governo Waldir Pires, momento inesquecível de vitória do povo da Bahia". Ele fez um paralelo com o momento atual, de despedida, em que chega ao poder o governador Jaques Wagner com propostas de mudança. "Saio com a vitória do povo da Bahia. Saio, portanto, cheio de alegria", explicou.

Com a experiência de uma "caminhada de mais de 40 anos de vida política", Emiliano receitou humildade para o homem público. "A jactância, a arrogância, a presunção são ruins em política, são péssimas companhias", acrescentou. Dizendo ter aprendido muito na Assembléia Legislativa, citou a filósofa Hannah Arendt e concluiu: "Saio daqui com esta sensação muito rica de que a política que pretende transformar o mundo é uma política que vale a pena, sempre."

SEM ADEUS

Não foi mais que uma questão de ordem. O padre Joel (PPS) estava na tribuna para um pronunciamento, mas, diante de um pedido de verificação de quorum, antepôs sua questão, para justamente abrir mão de seu discurso, e disse: "Eu já havia decidido que, na verdade, não faria uma despedida desta Casa. Na minha compreensão, todos os parlamentares que, por aqui passam, não devem se despedir". Ele explicou que cada pessoa se torna deputado "pela expressão popular, por suas bases terem acreditado, terem apostado, terem investido nos seus nomes, nas suas competências ou nas suas simplicidades."

Segundo Joel, por essa representatividade, "cada parlamentar que por aqui passa deixa a sua marca, os seus préstimos, deixa a sua prestação de serviços, não deixa só o seu nome, mas acaba fazendo história em busca de beneficiar o povo da Bahia". Ele, no entanto, aproveitou a ocasião para agradecer "a todas as pessoas, indistintamente, que me ajudaram a chegar aqui", incluindo cada servidor, servidora, e cada um dos seus pares, "colegas que foram realmente ímpares nesse período de dois anos que estou nesta Casa



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