Todo homem movido pela fé sabe e confia no antigo adágio popular que garante: Deus escreve certo por linhas tortas. Portanto, todos os sinais devem ser interpretados como manifestação de Sua vontade. Essa tranqüilidade pôde ser percebida nos discursos de despedida proferidos pelos deputados bispo Márcio Marinho (PR) e Sargento Isidório (PSC). Ambos concorreram a uma vaga na Câmara Federal e ficaram na suplência.
"Quero agradecer a Deus por tudo que tem me feito, ao povo da Bahia, de Salvador e em especial ao segmento evangélico, que no dia 1o de outubro nos deu 72.650 votos", disse Marinho, considerando que "a experiência foi muito boa". Depois de quase dobrar a votação em relação ao pleito que o trouxe à Assembléia Legislativa, o parlamentar prometeu continuar com o objetivo de chegar à Câmara, "até porque está dentro de nós trabalharmos pelas pessoas carentes. E com mandato ou não certamente iremos continuar a ajudar."
As palavras de Marinho foram de gratidão a Deus, à família, aos eleitores, aos colegas parlamentares e aos funcionários da AL. "Quero agradecer ao presidente desta Casa, deputado Clóvis Ferraz, que realmente implanta nesta legislatura a TV Assembléia. Isso certamente irá aumentar a dinâmica de cada parlamentar desta Casa para que os eleitores possam acompanhar o trabalho dos seus representantes, não só no Plenário como também nas comissões", disse. O parlamentar aproveitou para desejar sucesso ao governador Jaques Wagner. "Onde eu estiver certamente estarei em espírito de oração para que ele faça um bom governo, para que ele possa fazer com que este estado continue a crescer."
VOTOS HONRADOS
O deputado Sargento Isidório também iniciou seu pronunciamento dedicando a Deus suas vitórias e agradecendo "a todos quantos confiaram a mim o seu voto, elegendo-me deputado estadual, com muita dificuldade, e depois votando em mim também para deputado federal". Não tendo sido eleito, disse estar "alegre pela posição de disputa e pelos votos honrados."
O parlamentar explicou que tinha uma visão diferente do Poder Legislativo antes de entrar para a AL e que aprendeu muito. "Esta é uma Casa de fazer a história, de fazer a lei, de fazer a Justiça, um lugar de pensar e de beneficiar aqueles que elegem pessoas tão somente para representá-los", definiu. Em um discurso longo, o representante da região de Candeias não esqueceu de esmiuçar cada uma de suas muitas iniciativas transformadas em projeto de lei, notadamente voltados para os interesses de policiais militares e segmentos evangélicos.
As vitórias do presidente Lula, reeleito, e de Wagner foram saudadas efusivamente pelo parlamentar, que fez questão de deixar claro que sua saída do PT em meio à Legislatura não deixou seqüelas. Além de dedicar palavras especiais aos parlamentares do PT, da oposição e demais colegas, aos familiares, citando especificamente os sete filhos e aos funcionários da Casa e de seu gabinete. Bastante aparteado, agradeceu as palavras de todos e garantiu que vai continuar lutando pela comunidade. "Não é necessário ser deputado para batalhar", disse, explicando que, "todos que aqui estão, mesmo se não fossem deputados, continuariam suas lutas porque o que traz cada um de nós para cá são os nossos objetivos, as nossas marcas e lutas pelo bem comum."
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