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Luta de Cosme de Farias imortalizada em livro

Publicado em: 07/02/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Acompanhado do escritor Délio Pinheiro, Clóvis Ferraz conversa com a autora Mônica Celestino
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A luta do major Cosme de Farias (1875-1972) pela melhoria das condições de vida do povo baiano poderá agora ser melhor conhecida através da biografia Cosme de Farias, escrita pela jornalista e professora Mônica Celestino e lançada ontem, no saguão do plenário da Assembléia Legislativa. A história do combativo militante das causas humanistas no estado é contada pela primeira vez no sexto exemplar da coleção Perfil do Parlamentar da Bahia, editada pela AL. No evento, que contou com a presença do presidente da Casa, deputado Clóvis Ferraz (PFL), foram lançados também os livros Cânticos Poéticos, uma antologia de poemas escritos por funcionários do Legislativo baiano e Sérgio Mattos: Cidadão sem Fronteiras, de Sérgio Mattos.

Segundo Mônica, o interesse pela história de Cosme de Farias surgiu com a pesquisa para uma reportagem que escreveu para o suplemento Correio Repórter do jornal Correio da Bahia, em 2002. Os poucos dados disponíveis sobre o personagem levou a repórter a pesquisar mais e, em 2005, já tinha material suficiente, coletado em jornais, onde Cosme de Farias era citado, além de depoimentos de pessoas que conviveram com o major, para que fosse construída a tese de mestrado Major Cosme de Farias, o Anjo da Guarda dos Excluídos da Bahia, defendida no Programa de Pós-Graduação em História Social da Ufba.

Como conta Mônica na apresentação do seu livro, Cosme de Farias, apesar da pouca escolaridade, foi quatro vezes vereador, deputado estadual em cinco legislaturas, rábula, fomentador da alfabetização através da Campanha do ABC (cartilha criada, produzida e distribuída gratuitamente) e da Liga Bahiana contra o Analfabetismo, militante contra a carestia e pelo tratamento humanizado de pessoas com transtornos mentais e encarcerados, além de ser jornalista e trovador.

O "Anjo da Guarda dos Aflitos" era contumaz defensor de pobres e negros diante do júri e costumava doar alimentos, medicamentos e material escolar a quem lhe batia à porta. Durval da Costa, de 52 anos, morador desde criança da localidade que hoje é o bairro de Cosme de Farias, em Salvador, disse que lembra com facilidade da atuação do major na defesa dos mais pobres: "As pessoas do bairro levavam seus problemas para ele, que sempre dava um jeito de resolver. Muitas crianças da minha época aprenderam a ler com a cartilha dele e hoje sou eu que cuido do busto que fica no fim de linha do bairro", revelou orgulhoso. 

SENSIBILIDADE

Já o do livro Cânticos Poéticos, que reúne poesias dos funcionários da Casa, é o segundo projeto dessa natureza desenvolvido pelo setor de Recursos Humanos e apoiado pela presidência da Casa. O objetivo é estimular a inteligência e sensibilidade dos servidores através da poesia.

Ao todo, são 15 poetas e 72 poemas selecionados pelos próprios autores, que na sua maioria estréiam na página impressa. Fazem parte da lista de poetas os servidores Ana Paula Borges, Edmundo Assis, Francisco Santos, João Brandão, Lucrécia Rocha, Maria do Carmo Franca, Maritza Novato, Myriam Fontal, Newton Silva, Raquel Machado, Roberto de Sena, Ruy César Oliveira, Tânia Rocha e Zínia Góes.

 



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