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Acervo cultural dos baianos será enriquecido com mais três livros

Publicado em: 29/01/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

As obras das coleções Ponte da Memória e Bahia de Todos receberam edições caprichadas
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A Assembléia Legislativa lança nesta quinta-feira, a partir das 16h30, três livros há muito esperados no meio cultural da Bahia. Trata-se de O Mundo Estranho dos Cangaceiros, do professor Estácio de Lima; O Leque de Oxum, do escritor Vasconcelos Maia; e Histórias de Salvador nos Nomes das suas Ruas, do jornalista Luiz Eduardo Dorea. Todas as obras estavam há mais de uma década fora de catálogo e receberam edição caprichada, cuidado que será seguido em todas as outras que integrarem coleções abertas por esses títulos – destinada ao resgate de diversos gêneros literários que estejam esgotados ou inéditos: a Coleção Ponte da Memória, da Assembléia Legislativa, e a Coleção Bahia de Todos, em co-edição com a Editora da Universidade Federal da Bahia, Edufba.

Estes lançamentos coroam o programa editorial elaborado pelo presidente da Casa, deputado Clóvis Ferraz, que privilegiou a associação do Legislativo com instituições ligadas à cultura e à preservação da memória. Ele firmou convênios com a Universidade Federal da Bahia, para a publicação de até seis volumes anuais, e com a Academia de Letras da Bahia, ampliando para 10 livros por biênio o convênio original que previa apenas quatro lançamentos. Ferraz entregou este ambicioso programa ao professor e escritor Délio Pinheiro, responsável em sua gestão pelas ações de cunho cultural da Assembléia Legislativa.

QUALIDADE

Os volumes que serão lançados agora são de "alta qualidade literária e histórica", informa Délio Pinheiro, considerando-os extremamente importantes para a Bahia e para os baianos. O Mundo Estranho dos Cangaceiros é a primeira obra acadêmica de estudos dos cangaceiros, sendo fonte primária para qualquer trabalho sobre o tema, explica ele, pois, além da preservação da linguagem própria, peculiar, expõe a visão científica (as teorias mais modernas da época) do professor catedrático de Medicina, Estácio de Lima, sobre o cangaço. Estácio foi presidente do Conselho Penitenciário, e o museu do Instituto Nina Rodrigues leva o seu nome. O livro foi prefaciado pela doutora Maria Tereza Pacheco, ex-diretora do Nina Rodrigues, e teve como posfácio do médico Lamartine Lima. A capa é do artista plástico Juraci Dórea, sendo o projeto gráfico e a edição do professor Cid Seixas.

O Leque de Oxum é uma novela escrita pelo falecido escritor Vasconcelos Maia, com a temática voltada para a religiosidade afrobrasileira, sendo talvez o único a tratar dos "eguns" divindade cultuada com raridade até hoje. Este livro possui ilustrações em policromia de Carybé, sendo a reprodução gentilmente cedida por sua viúva, Nancy Carybé, e fotografias do painel desse artista plástico que orna a fachada do plenário da Assembléia Legislativa. Secções dessa escultura foram registradas especialmente para o livro pelo fotógrafo Paulo Mocofaya, ficando o projeto gráfico a cargo de Tamir Drummond.

O terceiro lançamento, Histórias de Salvador nos Nomes das suas Ruas, do jornalista Luiz Eduardo Dorea, é a reedição ampliada de um trabalho do jornalista Luiz Dorea, elaborado quando da comemoração dos 450 anos de fundação da capital, explicando os "porquês" dos nomes das ruas, bairros e ladeiras de Salvador, especialmente da parte histórica da cidade. Este livro é referência para o assunto e tem um apêndice com fotografias antigas cedidas pelo Museu Tempostal, cotejadas com imagens atuais feitas pelo fotográfo Paulo Mocofaya. Neste volume todo o processo de edição ficou a cargo da Edufba, sob a coordenação da professora Flávia Garcia Rosa.

GUIDO GUERRA

A ambiciosa meta editorial da atual Mesa Diretora da Assembléia foi cumprida. No encerramento da gestão atual, Délio Pinheiro contabiliza o lançamento de 22 volumes. Ele destaca entre as obras que viabilizaram através do convênio com a Academia de Letras da Bahia os dois livros escritos pelo saudoso jornalista Guido Guerra, A Noite dos Coronéis, além de um volume inédito do igualmente saudoso jornalista Ariovaldo Mattos, Anjos Caiados, ambos com significativa procura de público. Délio Pinheiro informa que o maior "sucesso" entre todos os lançamentos ficou por conta de uma parceria da Assembléia Legislativa com o Governo do Estado, que viabilizou o lançamento do livro póstumo de crônicas de Armando Oliveira – esgotado logo após o lançamento, o que obrigou a Assembléia a fazer imediatamente uma segunda edição da obra.

 

 



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