O deputado Sargento Isidório (PSC) continua a lutar para ver anistiados policiais civis e militares que foram punidos em decorrência da participação em movimentos reivindicatórios ou grevistas. Ele dedicou significativa parte de seu mandato a essa luta, chegando a dar entrada num projeto de lei com essa finalidade, mas atuando como deputado de oposição não conseguiu reunir apoios para aprová-lo.
Antes de deixar a Assembléia Legislativa, ele retornou ao tema – agora através de indicação –, solicitando ao governador Jaques Wagner a "sonhada" anistia para todos "os policiais civis, militares, agentes penitenciários, bombeiros militares e demais servidores do Estado da Bahia que tenham sido penalizados nos movimentos reivindicatórios acontecidos nos últimos anos". A maior parte foi punida no movimento que ficou conhecido como a "greve da PM".
COLEGAS
Depois de protocolar a indicação junto à Secretaria Geral da Mesa do Legislativo, Sargento Isidório foi entregar a indicação pessoalmente ao governador Jaques Wagner, em audiência ocorrida no início da noite de ontem. Junto com este pleito, ele levou outras solicitações em benefício dos integrantes das polícias Civil e Militares, mas enfatizando sempre a necessidade de revisão das punições dos "colegas de farda e trabalho".
Na justificativa que anexou à sua indicação, ele assegura que procura minimizar os efeitos deletérios provocados "por agentes políticos" contra os policiais da Bahia que, "injusta e arbitrariamente foram punidos com prisões, exclusões, exonerações, demissões, processos administrativos e demais atos atentatórios que prejudicaram de forma inequívoca suas carreiras profissionais". O parlamentar do PSC, que integrou os quadros da Polícia Militar da Bahia durante 27 anos, assegura que "esses servidores punidos de forma arbitrária" lutavam por melhoria na qualidade dos serviços prestados à população e de suas próprias condições de vida e de trabalho.
O deputado Sargento Isidório encerrou a justificativa afirmando que o impacto financeiro da medida que pleiteia é de pequena monta, pois "são poucos os beneficiados por esta indicação, que visa, apenas, o retorno à atividade de suas funções, da mesma forma como evitar que muitos deles sejam poupados dos transtornos e constrangimentos que vêm sofrendo". O parlamentar revela que muitos desses "cidadãos" estão respondendo a processos, algo que considera "inadmissível".
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