Esta nova era que estamos inaugurando será também a era da transparência, do equilíbrio entre poderes, em que a independência entre eles será estimulada pelo executivo e não mais cerceada. O progresso democrático existe quando os poderes interagem e se fiscalizam um ao outro e não quando um busca oprimir o outro. A democracia só é verdadeira quando a transparência deixa de ser retórica e passa a ser uma política de Estado. Por isso, nossas contas serão abertas e, a todo cidadão, será garantido o direito de saber onde e como estão sendo aplicados os recursos públicos.
O povo é dono do seu destino, e sábio na hora de fazer suas escolhas. Eu sempre acreditei na força do diálogo, e agora não será diferente. Vamos planejar o Estado de forma participativa, ouvindo e aprendendo com o que a nossa gente tem a dizer e a ensinar.
Uma experiência importante que tive na vida foi quando o Presidente Lula me convocou para coordenar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, criado por ele, reunindo representantes de todos os segmentos organizados da sociedade brasileira. Pretendo trazer esse modelo e essa prática para nosso Estado, como um instrumento de participação, integração e solidariedade.
Quanto aos servidores públicos baianos, responsáveis diretos pelo sucesso deste projeto de mudança, podem ter certeza que vocês agora terão, não um simples superior hierárquico de plantão, mas um companheiro, disposto ao diálogo, à valorização e ao resgate da carreira de funcionário público estadual. Um bom começo é a instalação imediata de uma mesa permanente de negociação. Governo e servidor. Estamos no mesmo barco. Nosso governo vai dar certo, e você, servidor, vai crescer junto com a gente.
Foi para concretizar estes objetivos de governo que, com cuidado, escolhi um secretariado à altura dos desafios que vamos enfrentar. Uma equipe que vai trabalhar unida e integrada. São pessoas qualificadas e comprometidas politicamente com este novo projeto que nossa Bahia tanto precisa. Sei que todos eles, além das convicções pessoais e partidárias, têm como fundamento elevar os interesses do Estado e de toda sociedade baiana.
Quero, para encerrar, agradecer ao povo baiano, este povo maravilhoso, que me recebeu, me adotou e até me protegeu nas horas mais difíceis, com tanto carinho e generosidade, e que agora me fez governador. Tenho 4 anos para demonstrar toda minha gratidão.
Nunca vou me esquecer do brilho no olhar das pessoas que acompanharam toda nossa caminhada. A janela que se abria para o aceno contido, porém sincero, o cochicho ao pé do ouvido que depois deu lugar ao grito engasgado na garganta, nessa grande onda que tomou conta da Bahia.
Acredito num grande futuro para todos vocês.
Foi longa a caminhada, mas nós vencemos. No coração de todos nós hoje também é Dois de Julho! Mostramos mais uma vez, como fizemos na nossa independência, que a Bahia é livre, a Bahia não tem dono, a Bahia é de todos nós".
| "Foi longa a caminhada, mas nós vencemos. No coração de todos nós hoje também é Dois de Julho! Mostramos mais uma vez, como fizemos na nossa independência, que a Bahia é livre". |
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