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Milhares participam da festa

Publicado em: 05/01/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Depois da posse na AL e da transmissão de cargo na Governadoria, o povo comemorou a assunção do governante petista na área gramada nas proximidades da sede do Legislativo
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Depois da cerimônia no plenário da Assembléia Legislativa e na Governadoria aconteceu o momento mais festivo da posse do governador Jaques Wagner e dos novos secretários estaduais. Pelo menos, para as cerca de cinco mil pessoas (cálculo da Polícia Militar) que aguardaram durante toda manhã para celebrar a mudança de governo na Bahia. "É o dia mais esperado dos últimos 16 anos", não cansava de repetir o locutor para o público que se protegia do sol forte nos toldos montados na área externa da AL.

Por volta de 15 minutos para o meio-dia, o governador e a primeira-dama, Fátima Mendonça, chegam a bordo de um Chevrolet Impala preto, de 1959. Repetindo o presidente Lula, na posse do primeiro mandato, Wagner e a primeira-dama estão em pé, no fundo do automóvel conversível, de onde acenam para o público presente no Centro Administrativo. Quando se aproximam, a multidão cerca o automóvel e, sob os olhares atentos dos seguranças, o governador aperta a mão de quem pode durante o trajeto até o palco instalado no local.

Em cima do palco, outra multidão. Sorrisos, abraços - o clima é de celebração. De punhos fechados e braços levantados, Wagner compartilha a vitória com as pessoas presentes. Os fogos de artifício pipocam no ar durante mais de cinco minutos. Alguém joga uma camisa branca para o novo governador e ele balança como se fosse uma bandeira da paz. Logo depois, lhe passam uma bandeira vermelha do PT. Ele a gira de um lado para o outro e é ovacionado pelo público. Embaixo do palco, outras bandeiras vermelhas do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), do PCdoB, além de faixas com saudações de alguns municípios.

O locutor pede ao público que faça silêncio. É o momento da celebração ecumênica que reuniu um pastor evangélico, um padre católico, um medium espírita e uma mãe-de-santo. Palavras de cunho religioso, mas também de conselhos e referências a poetas e outros personagens. O pastor Djalma Torres cita Tomé de Souza; o medium José Medrado, Castro Alves. A mãe-de-santo Valdina vai além e entoa dois cânticos em iorubá, sendo acompanhada com palmas. "Nós, do povo negro, expressamos nossa alegria através dos cânticos de nossos antepassados", explicou ela.

Depois dos religiosos, chega a vez do governador se manifestar. Envolto numa bandeira da Bahia, fala de improviso, diferentemente do discurso feito no plenário da Assembléia. A essência, no entanto, é a mesma. "Nosso governo será marcado pela transparência, democracia e, sobretudo, pela busca da justiça social em nosso estado", diz Wagner, decretando o fim da "intolerância de qualquer espécie" na Bahia. "A discriminação e a perseguição não encontrarão terreno fértil na Bahia para prosperar", garante.

Após falar durante pouco mais de 15 minutos, é o momento de se despedir. O governador anuncia que tem outro compromisso para cumprir – a posse do presidente Lula, em Brasília – e o público responde com gritos de "Lu-lá, Lu-lá". Fim de conversa, entra no palco a banda mirim do Olodum, que, ao som dos batuques do Pelourinho, canta o Hino Nacional. Wagner se despede e vai embora. Parte do público se dispersa junto com a estrela principal da festa. Outra parte, uma minoria mais persistente e festeira, continua no CAB para acompanhar o resto da programação musical.



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