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Novo mandatário acumula uma rica bagagem política

Publicado em: 05/01/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Edmundo Pereira e Jaques Wagner com suas esposas Marizete Pereira e Fátima Mendonça
Foto:

O novo governador da Bahia, Jaques Wagner, é carioca, 55 anos e pai de Mariana, Mônica e Mateus, filhos do seu primeiro casamento. Hoje, é casado com Fátima Mendonça, mãe de Eduardo, que se integrou à família. Wagner iniciou sua vida política no movimento estudantil, em 1968, tendo presidido o diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – RJ), onde iniciou o curso de engenharia.

Ele chegou a Salvador em 1974 e, em 1977, ingressou no recém-criado Pólo Petroquímico de Camaçari, destacando-se no movimento sindical como um dos principais negociadores das grandes conquistas da categoria. Tornou-se membro da diretoria do Sindiquímica-BA em 1981 e participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) estadual e nacional, e da Confederação Nacional dos Químicos.

Como parlamentar, Wagner foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo o primeiro presidente do partido na Bahia. Eleito deputado federal pela primeira vez em 1990, obteve outros dois mandatos parlamentares consecutivos.

Na Câmara Federal foi líder da bancada do PT em 1995. Como representante do PT integrou várias comissões da Câmara dos Deputados e Comissões Parlamentares de Inquérito, além de ter representado o Poder Legislativo em diversas missões oficiais.

Em 2002, Wagner foi candidato ao governo da Bahia, alcançando 38% dos votos válidos, o equivalente a mais de 2 milhões de votos. Em 2003, foi nomeado ministro do Trabalho, época em que foi iniciada a reformulação das políticas de emprego, trabalho e renda.

Durante a gestão de Wagner, o Ministério bateu recorde nas ações de combate ao trabalho escravo, o que levou o Brasil a ser citado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como exemplo deste tipo de ação.

Em janeiro de 2004 assumiu a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República. À frente da Secretaria, promoveu um amplo diálogo com os agentes econômicos, sociais e populares, elaborando a Agenda Nacional de Desenvolvimento. Em julho de 2005, atendendo a um chamado do presidente Lula, no auge da crise política, Wagner tornou-se ministro das Relações Institucionais, encarregado da Coordenação Política do Governo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Na pasta ganhou projeção nacional como o interlocutor político e social do governo Lula. Esta capacidade de negociação e diálogo foi fundamental para a constituição da maior aliança das oposições no estado, que deu origem à coligação A Bahia de Todos Nós, composta por nove partidos, e que teve Wagner como candidato vencedor nas eleições 2006 para o governo do Estado.

 



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