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Wagner: priorizar os mais carentes

Publicado em: 05/01/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

O novo chefe do Executivo anuncia que seu principal objetivo é promover a igualdade de oportunidades
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"O principal objetivo do meu governo é promover a igualdade de oportunidades para todos." Este foi o compromisso assumido ontem pelo governador Jaques Wagner, durante o seu discurso de posse, na Assembléia Legislativa. Em pouco menos de 30 minutos, o novo mandatário do Poder Executivo traçou as linhas que nortearão a administração nos próximos quatro anos: "Este é um governo para toda a Bahia, mas, se houver alguém a ser favorecido, esse alguém são os mais carentes, que durante anos foram abandonados e esquecidos". Fez ainda uma avaliação da conjuntura política do estado e aproveitou para vários agradecimentos.

O governador disse que a promoção da igualdade começa com educação de qualidade e que vai lutar "sem tréguas para que nenhuma criança seja obrigada a trabalhar". Neste sentido, convocou grande mutirão cívico para combater o analfabetismo. Wagner citou como fator para uma maior harmonia social a garantia de saúde digna para as pessoas "que sofrem com a falta da mão amiga de um sistema público de qualidade", muitas vezes sendo obrigadas a procurar atendimento em outros estados. Também asseverou que a segurança pública andará de mãos dadas com os direitos humanos, com a justiça e defesa da cidadania.

Durante o discurso, ele lançou as bases para o desenvolvimento sustentável da economia: estímulo a pequenos e médios empreendimentos que gerem emprego, melhorem a renda, garantindo a "distribuição mais justa das riquezas". Neste aspecto, disse que a Bahia vai retomar as diretrizes traçadas pelo economista Rômulo Almeida, na década de 1960, o que "infelizmente foram abandonadas e desvirtuadas". Prometendo atualizar e retomar este modelo, o novo governante apontou para investimentos na infra-estrutura para destravar o desenvolvimento, ativar as cadeias produtivas e "associar crescimento econômico com justiça social".

ÁGUA

O semi-árido mereceu uma atenção especial do governador, que foi bastante aplaudido quando assegurou que vai criar condições, em parceria com o governo federal, para garantir que "nenhum baiano vá penar por falta de água para sobreviver e plantar, através do Programa Água para Todos, assim como vem ocorrendo no processo de eletrificação". Em diversas ocasiões do discurso, ficou evidente que Wagner prevê estreita sintonia entre sua administração e a do presidente Lula.

"A Bahia não escolheu apenas um governador, escolheu um novo caminho. Quem venceu as eleições foi um novo projeto", frisou, afirmando que, no que depender dele, a Bahia será um exemplo de trabalho, justiça e honestidade. "A Bahia com que todos nós sonhamos está nascendo, sem panelinha, onde o talento e a vontade de trabalhar sejam mais importantes do que o sobrenome", definiu. Disse ainda que não fará revanchismo e perseguições, mas não tolerará desmandos.

"Vamos superar a concepção patrimonialista que infelizmente foi montada em nosso estado", prometeu, considerando que o estado "ainda vive o atraso de um modelo superado, que acentuou a desigualdade" e que, "por anos a fio, quem dominou a política se preocupou em muito concentrar e pouco ou nada em repartir". "A democracia só é verdadeira quando a transparência deixa de ser retórica e passa a ser uma política de Estado", assinalou, sendo aplaudido ao garantir que as contas do governo serão abertas a todo cidadão. Para o funcionalismo, acenou com a valorização da carreira e disse que os servidores terão nele um companheiro.

Ao encerrar o pronunciamento, Wagner observou ter quatro anos para demonstrar sua gratidão ao povo baiano, que o acolheu e protegeu nas horas mais difíceis, "e que me fez governador". Ele destacou que sua posse parecia um milagre inalcançável e que só foi possível "porque foi construído por todos nós".



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