| "Uma coisa vocês podem ter certeza: nos próximos quatro anos, a Bahia vai ter um governador que vai trabalhar para fazer o Estado produzir e crescer. (...) E promover a igualdade de oportunidades". |
É claro que ninguém é mágico. Como diz o Presidente Lula, uma casa não se constrói da noite para o dia. Primeiro tem que fazer o alicerce, as paredes e depois colocar o telhado e o acabamento. Sei que os desafios são enormes, mas não tenho dúvida que a nossa vontade de transformar é ainda maior.
É preciso integrar a Bahia com a própria Bahia, com a sua parcela esquecida e abandonada. Hoje a riqueza do nosso Estado se concentra em poucos municípios, enquanto regiões inteiras vivem à margem do desenvolvimento. A desigualdade regional é um ciclo perverso de exclusão social, em que falta estímulo e oportunidade para as pessoas.
Agora, com a força do Governo do Estado em sintonia com o Governo Federal, vamos lutar para reverter esse quadro. Seremos um governo parceiro dos municípios e das prefeituras, sem discriminações de ordem política, sem perseguições ou favorecimentos, tratando todos os municípios com respeito.
O principal objetivo do meu governo, portanto, é promover a igualdade de oportunidades para todos. E as bases para alcançar tal objetivo estão na educação, na saúde e no trabalho para a nossa gente.
Promover a igualdade começa com educação, garantindo escola pública de qualidade para os jovens, lutando sem tréguas para que nenhuma criança seja obrigada a trabalhar, ficando longe do abraço da escola e da família.
Igualdade passa também por garantir saúde digna para as pessoas desde o nascimento, principalmente para os mais humildes que sofrem com a falta da mão amiga de um sistema público de saúde de qualidade. É assim que vamos criar as condições para que o povo baiano não seja obrigado a buscar atendimento médico em outros Estados.
Promover a igualdade é ainda assegurar o desenvolvimento sustentável da economia do nosso Estado, estimulando os pequenos e médios empreendimentos para com isso gerar emprego, melhorar a renda dos trabalhadores e garantir uma distribuição mais justa das riquezas.
Essa é a base da nossa concepção de desenvolvimento. E ela se realimenta em muitos sonhos e ideais, como o do grande e saudoso economista baiano Rômulo Almeida. Foi ele quem planejou os caminhos do desenvolvimento e da industrialização da Bahia, lá nos idos de 1960. Um modelo com distribuição de renda e distribuição regional, que infelizmente foi abandonado e desvirtuado. Nós vamos atualizar e retomar a sua linha de raciocínio, investir em infra-estrutura para destravar o desenvolvimento, ativar as cadeias produtivas em cada município e associar crescimento econômico com justiça social.
Com bons projetos, arrojo e capacidade de articulação, é possível atrair grandes investimentos para a Bahia. Investimentos voltados para as potencialidades regionais, com capacidade de gerar emprego e renda e, com isso, superar a tragédia atual da depressão social, através do surgimento de vigorosos pólos de desenvolvimento.
É assim que vamos atuar no Semi-Árido, onde vive quase metade da nossa população. Um Estado de todos nós tem que olhar por essa imensa região, onde tantos municípios sobrevivem sem praticamente nenhuma renda. Assim como a parceria com o Governo Federal está possibilitando levar energia elétrica a todos os lares da Bahia, vamos criar soluções e assegurar que nenhum baiano vá penar por falta de água para sobreviver e plantar, através do Programa Água para Todos.
Da mesma forma, além de dar continuidade aos programas sociais iniciados pelo primeiro governo Lula, fazer mais; criar as portas de saída com trabalho e dignidade.
O nosso governo tem a obrigação de valorizar a diversidade, a criatividade, a cultura e a arte da nossa gente. Preservar nosso patrimônio histórico e nosso meio ambiente de beleza inestimável. É esta imensa riqueza que fascina tantos turistas, que, quando chegam à nossa terra, também se apaixonam e se tornam mais um coração batendo pela nossa Bahia.
Nosso Governo quer abraçar também todos os credos que aqui convivem, sabendo respeitar a dimensão profunda da sua humanidade, da sua percepção da transcendência, do seu insubstituível papel de agregação e proteção social.
Não existe sociedade igual onde há discriminação. Nesta nova era que se inicia, a Bahia tem que saber honrar e ter orgulho da grande herança africana na formação do nosso povo. Um povo que nasceu da diversidade tem que combater o racismo e saber desenvolver políticas públicas para garantir igualdade e inclusão social. A mulher baiana precisa ser alcançada pela proteção de políticas públicas específicas, para que assim possa ocupar o seu espaço de direito dentro da nossa sociedade.
A Bahia da diversidade e da igualdade precisa ser projetada no cenário nacional e internacional, estabelecer vínculos de amizade, criar novas parcerias, pois ninguém é feliz sozinho.
| "Promover a igualdade começa com educação, garantindo escola pública de qualidade para os jovens, lutando sem tréguas para que nenhuma criança seja obrigada a trabalhar". |
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