Jaques Wagner foi empossado no governo do Estado pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Clóvis Ferraz (PFL), às 9h35 de ontem. Foi aplaudido demoradamente – de pé – pelas 500 pessoas que lotaram o plenário. Proclamada a posse, o protocolo da "sessão especial e solene" foi quebrado, com o nome de Wagner entoado em coro pelos presentes. Ele agradeceu com o punho fechado no ar.
Minutos após tomou posse como vice-governador Edmundo Pereira Santos, igualmente sob aplausos. A posse dos novos governantes ocorreu na presença das maiores autoridades civis, militares e eclesiásticas da Bahia, contando ainda com a presença do ministro da Defesa, Waldir Pires, que representou o presidente Lula.
Eles chegaram ao Legislativo às 9h, acompanhados das esposas, Fátima e Marizete (deputada estadual eleita), sendo recepcionados na rampa de acesso ao Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães por Clóvis Ferraz e outras 200 autoridades, além de militantes. Ferraz os acompanhou ao Salão Nobre, onde aguardaram o início dos trabalhos – abertos pelo presidente da AL, com a mesa de honra já composta pelo Cerimonial.
Ferraz convidou líderes partidários para integrar a comissão que conduziu os empossandos ao plenário, onde foram recebidos de pé. A solenidade começou com a execução do Hino Nacional pela Banda Maestro Wanderley, da PM baiana.
O ritual foi simples. Primeiro foi feito o juramento do governador eleito: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição Federal e a Constituição da Bahia, promover e observar as leis, promover o bem geral do povo baiano e sustentar a integridade e a autonomia do Estado da Bahia". Depois foi lida a sua declaração de bens, pelo primeiro secretário da Casa, Vespasiano Santos (PFL), e Clóvis Ferraz proclamou Jaques Wagner governador da Bahia. Procedimento idêntico foi cumprido para o vice-governador. O governador então fez o seu discurso de posse.
Emocionado, dedicou a vitória ao povo da Bahia, "que me acolheu há 32 anos", à esposa Fátima, aos pais, aos partidos que formaram a coligação A Bahia de Todos Nós e aos movimentos sociais. Dirigiu palavras de carinho aos três ex-governadores em plenário: Lomanto Júnior, João Durval e Waldir Pires, e frisou que a sua administração será diferente das anteriores, lembrando que "a mudança começa agora".
Wagner falou de sua trajetória política, fez uma longa defesa da democracia e do papel do parlamento e registrou a sua opção pelo desenvolvimento, com distribuição de renda e redução das desigualdades regionais, como desejava o economista Rômulo Almeida. Após a fala do governador, o presidente Clóvis Ferraz desejou "os melhores augúrios para a administração que se inicia" e manifestou o seu desejo de que o relacionamento entre os poderes se mantenha com respeito mútuo e autonomia. Antes do encerramento, o flautista da PM, Rainer Krupper, executou o Hino da Bahia.
O governador e o vice retornaram à rampa para passar em revista a tropa da PM formada em sua homenagem, assistindo depois ao desfile. Wagner e Edmundo seguiram para a Governadoria, onde recebeu o cargo do governador Paulo Souto, dando, no saguão, posse aos integrantes de seu secretariado. Ele ainda participou da festa popular no gramado em frente ao Legislativo, confraternizando com a militância de sua base política antes de viajar a Brasília para a posse do presidente Lula.
REDES SOCIAIS