Os trabalhos na Assembléia Legislativa entraram pela noite de ontem, durante a apreciação da reforma administrativa, proposta pelo governador Paulo Souto em atendimento à demanda do eleito, Jaques Wagner, e do orçamento geral do estado para o próximo ano. A sessão, por conta da visita do governador Paulo Souto à AL e da suspensão para permitir os entendimentos entre os parlamentares de governo e oposição, chegou a ficar paralisada por duas horas e meia, só voltando às 18h. Ainda assim, a bancada da maioria continuou reunida buscando uma definição por mais uma hora, o que só ocorreu por votação interna.
A reforma administrativa cria quatro novas secretarias: de Relações Institucionais (Serin), de Promoção da Igualdade (Sepromi), de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) e de Turismo (Setur). Além disso, dá novas denominações – e em alguns casos – atribuições a outras cinco pastas, entre as quais a Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, que passa a ser do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. A secretaria perde algumas funções, como, por exemplo, para a Casa Civil, e absorve outras, como a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), que hoje pertence à Secretaria do Trabalho, Assistência Social e Esporte (Setras), futura Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
ORÇAMENTO
O acordo entre o líder do governo, deputado Paulo Azi (PFL), e o representante do governador eleito Jaques Wagner, Edmon Lucas (PTB), jogou a apreciação do orçamento para depois da reforma. A peça enviada pelo governador Paulo Souto, de cuja aprovação depende o início do recesso parlamentar, prevê movimentação de R$17,594 bilhões, sendo a novidade este ano o fato de das 18.190 emendas parlamentares, o relator da matéria, Elmar Nascimento (PL), ter acatado 413, representando um valor de R$400 mil para emendas de cada deputado. Estas, de acordo com compromisso assumido pelo deputado Edmon Lu-cas, em nome do governador eleito, serão necessariamente executadas.
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