A Real Sociedade Portuguesa de Beneficência Dezesseis de Setembro – entidade mantenedora do Hospital Português – foi homenageada pela Assembléia Legislativa numa sessão especial realizada quinta-feira à noite. Proposto pelo deputado Vespasiano Santos (PFL), o evento antecipou as comemorações pelo aniversário da entidade que, em 1º de janeiro próximo, completa 150 anos de fundação.
"Tudo começou em 1857, no arrabalde da Vitória, quando se fundou a Sociedade Portuguesa de Beneficência", contou o deputado para o público, formado em sua maioria por médicos, que lotou o plenário da AL. "Por ocasião de sua fusão com a Sociedade Portuguesa de Beneficência Dezesseis de Setembro, o rei de Portugal, D. Luiz I, cedeu-lhe o título de ‘Real’, passando a denominá-la Real Sociedade Portuguesa de Beneficência Dezesseis de Setembro", acrescentou ele.
Em seu discurso, Vespasiano continuou a contar a história da entidade, que hoje é considerada uma das mais importantes da Bahia. "Em 1866, cria-se o primeiro prédio do Hospital Português, no Alto do Bonfim. Em 1931, o hospital mudou-se para a Avenida Princesa Isabel, local de pleno desenvolvimento da época". Ele relatou que, em 1982, criou-se a Quinta da Beneficência (hoje chamada Quinta Portuguesa), "um espaço para repouso em meio a uma natureza exuberante". Em 2001, inaugurou-se o Centro Médico Hospital Português e, em 2003, foi a vez do Centro de Recursos Humanos Valdemar Belém.
"Considerado pelos baianos como uma instituição que zela pela saúde do povo, o Hospital Português se tornou uma referência em defesa da vida", afirmou. Segundo ele, os mais diversificados setores do campo da medicina se fazem presentes em sua unidade hos-pitalar, como, por exemplo, cardiologia, urologia e oncologia. "Todos eles dotados da mais avançada tecnologia no campo de sua especialidade", elogiou.
Vespasiano fez questão de ressaltar que o Hospital Português é uma instituição filantrópica, reconhecida como de utilidade pública, por decreto dos governos estadual e federal, oferecendo serviços médicos hospitalares bastante avançados. "Sua missão principal é direcionar suas ações à saúde, norteadas por critérios científicos modernos em todos os campos da medicina".
Logo depois do deputado, foi a vez do presidente do Hospital Português, Armindo Carvalho, fazer o discurso de agradecimento. "Jesus Cristo nos ensinou que a dedicação ao próximo é o dom que mais nos aproxima de Deus. É com este espírito que, há 150 anos, cidadãos portugueses e brasileiros têm se dedicado através da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência Dezesseis de Setembro", afirmou.
Carvalho assinalou que estava ali representando os colegas de diretoria, do conselho deliberativo, os associados, mais de dois mil funcionários, centenas de médicos, as irmãs franciscanas hospitaleiras da Imaculada Conceição, fornecedores diversos, planos de saúde conveniados, além de milhares de outros vínculos indiretos. "Trata-se de uma vasta lista de pessoas e organizações, que de diversas formas têm contribuído para a perpetuação desta obra."
Armindo Carvalho lembrou ainda, em seu discurso, que o Hospital Português foi a primeira unidade de grande porte do país a receber o certificado de acreditação hospitalar – título que concede reconhecimento técnico nacional da qualidade dos serviços médico-hospitalares prestados. "Também é uma constatação que nos traz enorme satisfação o fato do Hospital Português ter sido o pioneiro na realização de todos os tipos de transplante de órgãos que são realizados na Bahia, dentre inúmeras outras técnicas avançadas da medicina", finalizou ele.
A sessão especial contou com a participação de diversas autoridades, a exemplo do cônsul de Portugal na Bahia, João Paulo Sabino da Costa, do bispo auxiliar Josafá Menezes da Silva (representando o arcebispo dom Geraldo Majella), o corregedor geral do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Manoel Castro, o presidente do Gabinete Português de Leitura, João Manoel Pinheiro, e do presidente da Comunidade Portuguesa da Bahia, Helder Sérgio Costa Gutierres, dentre outras.
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