O discurso do homenageado foi marcado pela emoção. O jornalista João Paulo de Araújo Costa recordou que a Bahia passou a fazer parte da sua vida através do seu avô materno, João Nunes Araújo, natural de Água Preta, hoje município de Uruçuca, que foi para São Paulo na década de 30 para tentar a sorte na cidade grande. Ele contou que quando criança costumava ser convidado pelo avô a ouvir músicas de compositores nordestinos como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, entre outros, captadas à noite, às vezes com algum chiado, por um velho rádio da família.
“Me atrevo a dizer que a Bahia sempre esteve perto de mim, através da música, das histórias do meu avô, do time de futebol do meu pai, o Esporte Clube Bahia”, rememorou. Mas, apesar dessa proximidade, João Paulo só conheceu a Bahia perto de completar 15 anos, quando se mudou com a família para Salvador em 1982. “Encantei-me com tudo. Mas principalmente com a cor do mar e a luminosidade dos dias de verão. Mas descobri, junto com meu irmão Luís Antônio, que a Bahia não é para principiantes. Tem que conhecer bem o povo, os caminhos, os mistérios para virar baiano de verdade”, definiu.
Segundo ele, o primeiro passo para “virar baiano” foi construir amizades, primeiro no colégio Instituto Social da Bahia, onde cursou todo o segundo grau, e depois na Faculdade de Comunicação da Ufba, onde além das amizades contou com o aporte de professores que foram importantes na sua formação como jornalista e como pessoa. Já no mercado de trabalho, o homenageado lembrou das suas passagens pela TV Aratu, Jornal da Bahia, Agência D&E, TV Itapoan, jornal Bahia Hoje, Bahia Vídeos e Globo FM. “Em todos esses lugares pude conhecer melhor Salvador e a Bahia, conviver mais com os baianos e sua cultura, e a cada momento entender e gostar mais desta terra”.
Em relação à sua experiência profissional, deu um destaque especial à Assessoria Geral de Comunicação do Governo do Estado (Agecom), onde entrou como rádio escuta em 1992, com pouco conhecimento sobre a política baiana, e chegou a assessor geral, no início de 2004, nomeado pelo governador Paulo Souto, após passagem pela direção geral do Instituto Radiodifusão do Estado da Bahia (Irdeb). “Me considero testemunha da grande mudança que aconteceu neste estado, que evoluiu, se modernizou e consolidou-se como o mais charmoso e elogiado vetor de turismo do país, trazendo novas perspectivas para sua gente, apesar das desigualdades sociais e de tantos problemas que pude conhecer de perto”, disse.
No fim do seu discurso, o jornalista agradeceu à Assembléia Legislativa por tê-lo agraciado com o título de Cidadão Baiano, aos amigos presentes e à família, com especial deferência à sua mãe, dona Cecília. “Vocês podem ter certeza que essa honraria me torna uma pessoa mais completa e mais feliz. Muito obrigado”, encerrou.
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