Foi lançado na segunda-feira, no Palacete Góes Calmon, sede da Academia de Letras da Bahia (ALB), o livro Anjos Caiados, do jornalista e escritor Ariovaldo Matos. Esta é a sétima obra publicada do autor, que é também autor teatral. A publicação póstuma é fruto de convênio entre a ALB e a Assembléia Legislativa da Bahia, que foi representada no lan-çamento pelo presidente Clóvis Ferraz (PFL). Estiveram presentes no evento o ex-governador Roberto Santos e várias personalidades do meio cultural baiano.
Como diz o escritor Guido Guerra no prefácio, Anjos Caiados, cuja redação definitiva data de 1979, remete o leitor a uma Bahia que não existe mais, através da exploração de múltiplas linguagens, não de múltiplos narradores, o que conduziria à montagem de texto, à semelhança da obra Jogo da Amarelinha, de Julio Córtazar. Foram impressos mil exemplares e a distribuição do livro será feita pela Academia de Letras.
Segundo Jorge Matos, filho do autor, em uma época em que a publicação de livros através de editoras é muito concorrida e a produção independente muito cara, convênios como o celebrado entre a AL e a Academia de Letras são fundamentais para o resgate de obras inéditas ou de reedições de importantes obras de autores baianos que estão esquecidas.
O presidente da ALB, Cláudio Veiga, afirmou que, com a publicação de Anjos Caiados, Ariovaldo Matos renasce espiritualmente, lembrando a coincidência do lançamento acontecer na mesma rua onde o autor passou a infância – Rua da Poeira, Nazaré. Veiga avalia que o convênio entre a Academia e a Assembléia, que já tem alguns anos, enriqueceu na gestão do presidente Clóvis Ferraz, quando ocorreu a publicação de cinco livros. Além disso, devem ser lançados mais sete títulos.
Já Clóvis Ferraz comentou que uma das coisas que mais o deixaram satisfeito na sua gestão foi a contribuição da AL no fortalecimento da cultura e literatura do estado, através do lançamento de títulos inéditos ou já esgotados. "Estamos contribuindo para que as próximas gerações tenham acesso a obras de importantes escritores baianos, como é o caso de Ariovaldo Matos", completou.
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