Em audiência pública realizada ontem, no auditório da Universidade Católica (Campus de Pituaçu), a Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembléia Legislativa (CPMA), em parceria com a Comissão de Defesa e Proteção ao Meio Ambiente da OAB e o Grupo Ambientalista da Bahia (Gamba), definiu propostas para enfrentar os problemas do Parque Metropolitano de Pituaçu.
Segundo o presidente da comissão da AL, deputado Zé Neto (PT), “por meio deste debate com a comunidade e com os especialistas presentes, construiremos um documento oficial que servirá como balizador para os próximos gestores dos órgãos públicos, garantindo que as necessidades imediatas sejam supridas, além de efetivar a participação da sociedade através da Comissão de Interlocução que deverá ser criada”.
Os representantes da sociedade civil que estiveram presentes na audiência irão se reunir na próxima quarta-feira, na Comissão do Meio Ambiente da Assembléia, para elaborar um relatório com as propostas discutidas que será encaminhado aos órgãos relacionados ao parque, entre eles Semarh, Conder, Ministério Público Estadual, Embasa, Prefeitura Municipal de Salvador e a equipe de transição do governador eleito, Jaques Wagner. Dentre as alternativas está a implantação da Comissão de Interlocução, para efetivar a participação dos representantes da comunidade local, dos pesquisadores e de entidades da sociedade civil. Serão examinados pontos como a elaboração de um plano de manejo com a participação popular; a reavaliação da doação do terreno de 4,5 hectares do parque para a construção de um hospital; e a divulgação dos dados oficiais sobre estudos e ações no Parque de Pituaçu.
Além de Zé Neto, estiveram presentes o representante da comunidade do Bate Facho, Jorge Lázaro, o coordenador da comissão da OAB, Rubens Sampaio, membros do Gamba, o representante da Embasa, Leonardo de Souza Lopes, e professores da Universidade Católica do Salvador e da Universidade Federal da Bahia, dentre outros.
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