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Parlamentares lembram o Dia da Consciência Negra

Publicado em: 22/11/2006 00:00
Editoria: Diário Oficial

Álvaro: trajetória de luta e resistência
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O Dia da Consciência Negra, comemorado no último dia 20, foi saudado na Assembléia Legislativa pelos deputados Álvaro Gomes (PCdoB), Sônia Fontes (PFL) e J. Carlos (PT), que apresentaram moções de aplauso e congratulações pela data. “Ser negro é crer numa trajetória de luta e resistência, é estar cônscio de suas raízes ancestrais, porque é a partir delas que se edificam um povo e a história de luta dessa população”, disse Álvaro.

A parlamentar pefelista, por sua vez, afirmou crer “na proteção divina dos orixás, que sempre darão ao povo-de-santo e a nós baianos, força e sabedoria para que, num futuro bem próximo, todos os homens possam ser cientes e conscientes da maior manifestação cultural desta data, que é: a Bahia é negra”. J. Carlos explicou que, “a cada ano, o dia 20 de novembro se consolida como uma data de grande significado no calendário histórico nacional”.

Os três parlamentares renderam homenagens especiais a Zumbi dos Palmares, herói negro que foi assassinado em 20 de novembro de 1695, marco do Dia da Consciência Negra. Líder do mais famoso quilombo do país, localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, era “ícone da resistência negra ao escravismo”, segundo Sônia, se transformando no “baluarte da luta pela liberdade”, Neste sentido, Álvaro considera que o mais importante para Zumbi não era viver livre, mas libertar todos os negros. Por isso, segundo J. Carlos, ele está no panteão dos heróis que escreveram com a própria vida a história do povo brasileiro.

Outro ponto que foi tratado nos três documentos protocolados na Secretaria Geral da Mesa foi a consolidação das políticas de afirmação racial. Para o deputado comunista, “são ações que demonstram de forma inequívoca a posição de vanguarda da Bahia na luta pela reparação”. Ele cita como exemplos dessas iniciativas as cotas nas universidades federais e estaduais na Bahia, além do apoio da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, que vem auxiliando os projetos de combate à fome e de auto-sustentabilidade das comunidades quilombolas, e a inclusão da disciplina sobre história e cultura negras nas escolas municipais de Salvador. Para J. Carlos, “não bastam só políticas de ações afirmativas, a população negra também exige respeito à diversidade”. Ele disse que “além do acesso à universidade, eles querem a garantia de que terão espaço assegurado no mercado de trabalho”.



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