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Força econômica de Simões Filho é destacada

Publicado em: 21/11/2006 00:00
Editoria: Diário Oficial

Álvaro: segundo maior pólo industrial da Bahia
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Ao se congratular com a população de Simões Filho pela passagem do 45º aniversário de emancipação política, o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) destacou o desenvolvimento do município da Região Metropolitana de Salvador. "Simões Filho ampliou a importância na economia do estado e hoje é o segundo maior pólo industrial da Bahia", observou o parlamentar comunista na moção de congratulações apresentada na Assembléia Legislativa.

No documento, Álvaro lembra que Simões Filho abriga o Centro Industrial de Aratu (CIA), criado em 11 de novembro de 1964, e que hoje conta com 170 empresas operando ou em fase de instalação. Em todo o município, o segmento empresarial conta com 2.531 organizações.

"Para Simões Filho, o CIA foi um dos mais relevantes fatores de dinamismo e geração de emprego e renda", acredita Álvaro Gomes. Ele lembra que a população do município que, na década de 60, era de dez mil habitantes e essencialmente rural, mais do que duplicou na década seguinte, alcançando os 22 mil habitantes. Hoje, ultrapassa cem mil.

Para o autor da moção, um dos fatores que tornam Simões Filho um atraente pólo de investimento é a localização geográfica. Situada a apenas 24km de Salvador, a cidade está a 14km do Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, a 16km do Porto de Aratu e é servida pela BR-324 e pela Rede Ferroviária Federal Leste Brasileiro.

"Com a instalação da ditadura militar de 1964, a localidade, por ser considerada área de segurança nacional, foi submetida às ações de interventores, sofrendo com maior rigor o cerceamento de direitos fundamentais, como o voto e as liberdades de expressão e participação política", contou Álvaro.

Ele ressaltou ainda que, apesar da história de desenvolvimento e da destacada participação nas atividades socioeconômicas da Bahia, Simões Filho é marcado por grandes desigualdades sociais. "A população, principalmente de baixa renda, ainda sofre com o desemprego e a falta de políticas de inclusão", lamentou ele, acrescentando que faltam ainda opções de lazer e investimentos em infra-estrutura, como iluminação, transporte e saneamento básico.

"Os serviços ligados à educação, saúde e segurança também são insuficientes se comparados à demanda urbana local e necessitam de atenção urgente do governo", reclamou. Outro motivo de preocupação é o impacto ambiental provocado pelo pólo industrial, que pode comprometer a paisagem e trazer sérios danos à vida da população.



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