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Parlamentar lamenta a perda de geólogo e militante político

Publicado em: 10/11/2006 00:00
Editoria: Diário Oficial

Waldenor destaca que Gélbio Rocha 'será sempre lembrado como um guerreiro do bem'
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Em moção de pesar, o deputado Waldenor Pereira (PT) lamentou a morte do militante político e geólogo Gélbio Melo Fagundes Rocha, ocorrida em Salvador, no último dia 2. Ele lembrou a trajetória do amigo e companheiro de luta política, nascido em Vitória da Conquista, onde começou como ativista político-cultural de esquerda desde o curso secundário. "Líder nato, Gélbio simboliza para todos que o conheceram a luta dos estudantes, dos setores populares e da classe média esclarecida de Vitória da Conquista e da Bahia, na construção de um país mais igual, liberto e solidário. Será sempre lembrado como um guerreiro do bem", enfatizou.


Gélbio Rocha foi um dos fundadores do Ceusc - Centro Estudantil e Cultural de Vitória da Conquista - e da Rec - Residência Estudantil de Conquista, em Salvador -, bem como do jornalzinho "Cálice". Essas iniciativas, segundo o parlamentar, "se consolidaram como espaços de representação do interior da Bahia, trincheiras de resistência e educação política contra o regime militar".


Waldenor Pereira destacou a trajetória profissional do geólogo, que ultimamente desenvolvia trabalhos de consultor na área de Geologia Ambiental, em parceira com o geólogo gaúcho André Fornari. Ele fez mestrado em Geologia Econômica e concluiu matérias de doutorado na Ufba. Trabalhou na Secretaria de Minas e Energia da Bahia e, posteriormente, na Superintendência de Geologia e Mineração, quando realizou cursos no exterior, através de parceria da SGM/governo canadense. Casado com a odontóloga da Sesab Nancy Gama e Silva Rocha, Gélbio era o sexto filho do casal Alcebíades Macedo Rocha e Venuzina Fagundes Melo.


O parlamentar petista diz no final da moção que "sua partida prematura abre um vazio que se expressa na face inconsolada dos seus amigos e familiares ou na poesia de Jean Cláudio, seu irmão". E cita o poema que começa assim: "Deus, ou quem quer que seja, / Me parece, /Que está testando / Quantas lágrimas ainda restam em meus olhos. /Me parece,/ Que está testando quantos corações restam em meu peito. / Me parece,/ Que está testando quantas vidas tenho para jogar pela janela."




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