O deputado Edson Pimenta (PC do B) apresentou na Assembléia Legislativa uma moção de congratulações para comemorar os 505 anos da descoberta pelos colonizadores portugueses do Rio São Francisco, ocorrida no dia 4 de outubro de 1501. Ele cita alguns registros históricos, desde a chegada de Américo Vespúcio à foz do rio, e fala dos problemas atuais envolvendo o Velho Chico. “Cerca de um ano após a chegada de Pedro Álvares Cabral, o navegador Américo Vespúcio chegou à foz de um enorme rio que desaguava no mar. Era dia de São Francisco e a coincidência da data fez com que os navegadores europeus prestassem uma homenagem ao santo. Para o povo indígena que habitava a região antes da chegada dos portugueses, o rio se chamava Opará, que numa tradução livre significa ‘rio-mar’”.
O parlamentar relata que um complexo e amplo estudo realizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco mostra que ele vem sendo degradado ao longo dos anos, com diversas atividades degradantes, entre a mineração e o garimpo em busca de ouro e pedras preciosas. “Esta exploração no alto São Francisco provocou grande impacto, pelo desmatamento e geração de sedimentos, comprometendo os recursos hídricos disponibilizados pelo rio”, salienta o representante do PC do B.
TRANSPOSIÇÃO
“Atualmente, o rio vem sendo utilizado como objeto de transposição. Suas águas deverão ser desviadas em dois eixos, tendo como objetivo corrigir a deficiência no abastecimento d’água nos estados do Piauí e Ceará”, aponta o deputado, acrescentando que a obra está movimentando o cenário político e religioso do país. “Esse ambicioso projeto, desenvolvido pelo governo federal, vem ocasionando grandes repercussões e instigando o debate. As entidades de classe, sindicatos, a Igreja Católica, a sociedade civil organizada e nós, políticos do Estado da Bahia, defendemos a implantação de políticas públicas para revitalização da bacia e um amplo e exaustivo debate acerca dessa questão, antes de qualquer ação de transposição”, complementa.
Pimenta ressalta no documento que sua posição é contrária às obras de transposição, “até que o rio seja completamente revitalizado e que se discuta exaustivamente essa questão, com toda a sociedade dos estados e municípios por onde passam as águas do São Francisco”, finaliza.
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