“A trajetória desta brilhante emissora se confunde com a história de Feira de Santana”. Assim a deputada Graça Pimenta (PR) abriu a sessão especial de ontem – que convocou e presidiu - em comemoração dos 63 anos de fundação da Rádio Sociedade de Feira que, ao longo destas seis décadas, “com uma perspectiva evangelizadora, sempre difundiu o amor a Deus, a prática religiosa e o amor ao próximo”. Inegavelmente, disse a deputada em discurso no plenário, “a emissora é um veículo de comunicação de massa que ocupa lugar de destaque na mídia baiana, por todos os méritos que foram consolidados”.
O sucesso da Rádio foi atribuído por Graça Pimenta aos administradores da empresa e também aos “incontáveis profissionais gabaritados que passaram pela emissora feirense e deram sua extraordinária contribuição para a edificação de uma imagem sólida e respeitada no contexto da sociedade baiana e brasileira”. A deputada lembrou histórias marcantes do radiojornalismo praticado pela emissora como os programas de auditório dos anos 1950; as inserções ao vivo de eleições; as coberturas de eventos nacionais e internacionais e as transmissões esportivas. E arrematou: “A emissora tem um passado glorioso e um presente grandiloquente”.
E a emissora é mesmo muito importante para a Bahia, sobretudo neste “momento político ímpar que a Bahia vive com a instalação de um governo democrático, onde impera a liberdade de imprensa, sonho de todos nós”, disse o presidente do Legislativo, Marcelo Nilo (PDT), que presidiu a abertura oficial dos trabalhos. Na sua opinião, a Rádio Sociedade contribui decisivamente “para a consolidação democrática” na Bahia sendo Feira de Santana berço de importantes deputados que tem enviado à Assembleia Legislativa.
Nilo destacou o trabalho sério, competente e assíduo dos parlamentares Graça Pimenta, Zé Neto (PT), Carlos Geilson (PTN) , José de Arimatéia (PRB) e Targino Machado (PSC), todos com fortes vínculos (alguns lá nascidos) com Feira de Santana, cidade que “recebeu muito bem a Assembleia Legislativa itinerante, que recentemente instalou naquela cidade a sede do Poder Legislativo”, agradeceu Nilo. Para ele, cidade e Rádio têm participação importante no processo democrático baiano.
DEMOCRACIA
A opinião da parlamentar é partilhada pelo prefeito Tarcízio Pimenta, para quem a Rádio Sociedade é pautada pela defesa da sociedade, pelo ecletismo da sua programação e pela democracia. A emissora “dá oportunidade a todos”, declarou o prefeito à imprensa, ressaltando que essas posturas adotadas lhe emprestam prestígio, “garantem os altos índices de audiência e contribuem para o crescimento constante da empresa, além de projetar Feira de Santana”.
A face eclética e democrática da emissora foi confirmada pelo seu superintendente. Agradecendo o “reconhecimento da Assembleia Legislativa ao valor da emissora para Feira de Santana e toda a região”, o Frei José João Monteiro Sobrinho afirmou que a Rádio “é parte integrante da nova Feira e aliada de primeira linha da cidade”. Lá, garante, “a população, em especial a parcela que mais precisa, tem espaço aberto”, uma vez que a proposta é justamente ser cada vez mais próxima da comunidade.
O Frei considerou justa a homenagem recebida ontem e fez questão de ressaltar os avanços tecnológicos da emissora e seu compromisso com a informação e com o esporte. As transmissões esportivas da Rádio Sociedade de Feira de Santana já “são uma tradição”, disse, lembrando que desde 1982 a emissora se fez presente, com transmissões ao vivo, em todas as copas do mundo de futebol.
“Ela não retransmite, gera a cobertura”, elogiou o diretor da Rede Baiana de Rádio, Dilson Barbosa lembrando que esta foi a terceira emissora de rádio a funcionar na Bahia, sendo precedida apenas pela Sociedade e Excelsior, ambas de Salvador. Considerada hoje uma “potência tecnológica”, Barbosa garante que o alcance da Rádio Sociedade de Feira ultrapassa em muito os limites da Bahia para se estender por todo o Nordeste brasileiro – os sinais da emissora chegam “a Sergipe, Alagoas, Ceará e Pernambuco”.
Embora comandada pela Igreja Católica através de freis capuchinhos, a Sociedade “não discrimina cor, raça, religião ou viés político” e está mesmo enfronhada na vida dos feirenses, garante Dilson Barbosa assegurando que, “no interior, a população acredita mais em uma Rádio do que nas instituições. E esta emissora faz jus à homenagem”, além de ser “um orgulho e exemplo de fortalecimento da comunicação baiana”, completou o secretário de Comunicação do Governo, Robinson Almeida, que representou o governador Jaques Wagner na sessão de ontem, marcada pela presença de dezenas de feirenses que lotaram o plenário.
HISTÓRIA
A Rádio Sociedade de Feira foi a primeira emissora do interior do estado. Criada em setembro de 1948 com transmissor 250 wats de potência instalado em antigo campo de gado no bairro Queimadinha. Em 1960, quando a cidade possuía cerca de com 142 mil habitantes, ela foi adquirida pelos frades capuchinhos. Nove anos mais tarde a emissora dá um importante salto tecnológico e passa a operar com transmissor de 10.000 wats. Em 1981 faz a sua primeira transmissão internacional, tendo participado de diversas copas.
Em 2006, ao comemorar 58 anos, ingressa na Era Digital inaugurando novo estúdio, equipamentos e transmissor e passa a integrar a RBR – Rede Baiana de Rádio. A historia destes 63 anos da Rádio Sociedade de Feira é marcada por campanhas comunitárias, educativas e sociais. A direção se orgulha da emissora ter “participado dos principais acontecimentos da cidade, da Bahia, do Brasil e do Mundo com absoluta imparcialidade e liderança”
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