A Assembleia Legislativa sediou, na manhã de ontem, um seminário sobre o enfrentamento ao crack e outras drogas ilícitas. O evento, proposto pela Comissão Especial de Prevenção às Drogas (Cedrogas) da Câmara Federal, teve o objetivo de debater o programa de Ações Integradas de Prevenção ao Abuso de Drogas e Violência, do governo federal, e seu desdobramento no Estado. Além disso, segundo o coordenador da comissão na Bahia, deputado federal Nelson Pelegrino (PT/BA), o seminário objetiva mobilizar e dialogar com os municípios baianos sobre o problema, identificando as principais dificuldades e apresentando propostas para o enfrentamento e combate ao uso do crack.
"Droga barata, que vicia de forma rápida e estraga a saúde com a mesma rapidez, quando não leva à morte, o crack também potencializa condutas violentas e criminosas, agravando enormemente o drama social", afirma Pelegrino. De acordo com pesquisa realizada recentemente pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 98% das cidades brasileiras estão enfrentando problemas com a circulação ou consumo do crack e outras drogas. Ainda com base nos dados do Ministério da Saúde, cerca de 600 mil pessoas são usuárias da droga no país.
VISITA
Além do seminário, que também contou com a presença do relator da Cedrogas, deputado federal Givaldo Garibão (PSB/AL), uma comitiva do Congresso Nacional visitou o Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas (Cetad), no bairro do Canela, e o Caps de Campinas de Pirajá, órgãos municipais que realizam trabalhos de combate às drogas. Também estiveram presentes os secretários estaduais Almiro Sena (Justiça, Cidadania e Direitos Humanos) e Carlos Brasileiro (Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza); a superintendente da Secretaria de Justiça, Denise Tourinho; o coordenador de Saúde Mental da Secretaria estadual da Saúde (Sesab), Iordan Gurgel; e o vice-presidente do Conselho de Entorpecentes da Bahia, José Carlos Santos Silva. A discussão também contou com os deputados estaduais Capitão Tadeu Fernandes (PSB), Maria del Carmen (PT), Maria Luiza Carneiro (PSC), Pastor Sargento Isidório (PSB), Sidelvan Nóbrega (PRB) e Yulo Oiticica (PT).
REDES SOCIAIS