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Deputados da Comissão de Saúde visitam Hospital do Subúrbio

Publicado em: 24/08/2011 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os deputados Pastor José de Arimatéia (PRB), Graça Pimenta (PR); Coronel Gilberto Santana (PTN) e Alan Sanches (PMDB) foram recebidos por Lícia Cavalcanti, diretora médica do HS
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Cumprindo o calendário de visitas aos principais hospitais da rede pública estadual, a Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa esteve, na manhã de ontem, no Hospital do Subúrbio (HS), em Salvador. Os deputados Pastor José de Arimatéia (PRB), presidente da comissão; a vice, Graça Pimenta (PR); Coronel Gilberto Santana (PTN) e Alan Sanches (PMDB) foram recebidos por dirigentes da unidade.
A diretora médica do HS, Lícia Cavalcanti, apresentou aos parlamentares dados gerais sobre o hospital, primeira unidade de urgência e emergência do Brasil administrada por meio da Parceria Público-Privada (PPP). Inaugurado em setembro do ano passado, está localizado no Subúrbio Ferroviário da capital baiana, em uma área que abrange cerca de um milhão de pessoas. De acordo com Lícia Cavalcanti, em sua fase de implantação, o Hospital do Subúrbio exerceu suas atividades com 50% da sua capacidade instalada. A partir de 14 de março deste ano, quando completou 180 dias de funcionamento, o HS deu início ao seu processo de operação plena, com a utilização de 100% da sua capacidade instalada.
Ao todo, segundo os dados apresentados pela diretora médica, a unidade conta com uma equipe de 1.211 funcionários, sendo 177 enfermeiros, 420 técnicos de enfermagem e os demais profissionais de apoio técnico, serviços gerais, administração e corpo diretor. Também atuam na unidade 304 médicos das mais diversas especialidades e 48 fisioterapeutas, assistindo pacientes nas unidades intensivas e enfermarias. "Por acreditarmos na qualificação da assistência à saúde é que adotamos um modelo de gestão inovador na rede pública, com valorização do acolhimento ao paciente e estratificação de riscos, além da interatividade e agilidade nas decisões e condutas técnico-assistenciais", afirmou a diretora médica do Hospital do Subúrbio, ao tratar do acolhimento com classificação de risco, modelo de assistência preservado pela unidade.
Recomendado pelo Ministério da Saúde, o protocolo tem como objetivo organizar o processo de trabalho do hospital de forma a atender os diferentes graus de especificidade e resolutividade na assistência. "A classificação de risco é uma forma de definir a prioridade no atendimento aos pacientes de acordo com a gravidade do caso, e não com a ordem de chegada. A partir das informações sobre sintomas de doença do paciente e observação dos sinais físicos que apresenta, ele é classificado em um dos quatro níveis de assistência existentes no Hospital do Subúrbio", explica Lícia.

INDICADORES

O cumprimento de metas estabelecidas no contrato de concessão administrativa, referentes aos indicadores quantitativos e qualitativos de atendimentos de usuários, de internações, tempo médio de permanência, de mortalidade e infecção hospitalar, índices de renovação e resolubilidade, também foi um dos aspectos abordados pela diretora Lícia Cavalcanti.
O Hospital do Subúrbio dispõe de 268 leitos, sendo 208 leitos de enfermarias distribuídos em 64 de internação pediátrica e 144 de internação para adultos. Já na terapia intensiva são disponibilizados dez leitos de UTI pediátrica e 50 leitos para adultos, sendo 30 de UTI e 20 de terapia semi-intensiva. De acordo com Lícia Cavalcanti, o HS também conta com 30 leitos de internação domiciliar, apresentando indicadores positivos quando o assunto é a satisfação dos usuários frente aos serviços prestados. A diretora médica revelou que, questionários aplicados pela unidade apontaram grau de satisfação de 94% a 98%. "Nos formulários são avaliados os atendimentos médicos, de enfermagem, nutricional, de fisioterapia, da recepção e dos assistentes sociais, entre outros itens", explica.
Ainda de acordo com Lícia, o Hospital do Subúrbio conta com um moderno parque de medicina diagnóstica, incluindo a realização de exames de radiologia digital, tomografia, ultrassonografia, ecocardiografia, eletrocardiograma, eletroencefalograma, endoscopia digestiva e respiratória. A diretora médica enfatiza que no parque tecnológico do HS também é feita ressonância magnética em aparelho de grande alcance com sistema de imagem digital, utilizado em várias especialidades médicas, como neurologia, cardiologia, ortopedia e medicina interna (clínica médica). Com alto nível de eficiência, além de extinguir o processo de impressão da chapa, a técnica apresenta o benefício da segurança, já que não utiliza radiação ionizante. O equipamento é o segundo do gênero instalado na rede pública estadual. O primeiro, em funcionamento há dez anos, encontra-se instalado no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula.
Ao finalizar a apresentação, Lícia Cavalcanti convidou os deputados para percorrerem vários andares do hospital e conhecerem de perto a realidade do local. Os parlamentares passaram pelas diversas áreas da emergência, UTIs, enfermarias, refeitório, alas de maior e menor complexidade, como centro cirúrgico, salas de reanimação e setor de bioimagem. O encontro também contou com outros integrantes do corpo clínico do HS, como o gerente médico, Jorge Motta; o gerente de Operações, Rômulo Cury; a coordenadora da Unidade de Urgência e Emergência, Margarida Miranda; e a gerente de Enfermagem, Salette Bahia. Participaram também representantes da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), entre eles Rosângela Rabelo, diretora da Rede Própria Sob Gestão Indireta; Priscila Romano, presidente da Comissão de Acompanhamento e Gestão do Contrato de Concessão Administrativa; e a técnica sanitarista Verônica Barreto.



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