A primeira reunião da Comissão de Agricultura após o recesso parlamentar, ocorrida ontem pela manhã, na Assembleia Legislativa, abriu os trabalhos, excepcionalmente, sob a presidência da deputada Neusa Cadore (PT). Dentre outros assuntos colocados em pauta, a ordem do dia incluiu os preparativos para a visita que a comissão fará ao município de Laje, no próximo dia 11, a fim de conhecer uma cooperativa de amido.
Segundo Marcelino Galo (PT), a cooperativa de Laje é um exemplo de uma feliz experiência com a agricultura familiar, na qual os produtores de mandioca conseguem a sua sustentação com o cultivo da raiz. Outro aspecto positivo ressaltado pelo parlamentar foi a instalação de uma indústria de beneficiamento do produto na região. "O grande ganho dessa comissão é poder levá-la para o interior do estado, para o conhecimento da realidade local", disse Neusa e aproveitou para anunciar outras visitações que estão previstas pelo colegiado, como a da cidade de Barreiras, no dia 25 de agosto.
A presença do poder Legislativo no oeste do estado foi endossada por Herbert Barbosa (DEM), que destaca a peculiaridade da região, possuidora desde municípios desenvolvidos, como Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, a cidades menos prósperas, como Catolândia. Para o parlamentar, além de observar os problemas presentes nas localidades, é o momento de aprender com novas experiências. Barbosa citou o programa Lavoura Produtiva, criado pela Prefeitura de São Desidério, que no ano passado beneficiou mais de mil famílias com a doação de calcário para o melhoramento do solo, horas de trator e assistência técnica.
Além de melhorias em tecnologia, conhecimento e desempenho dos sindicatos para o avanço do setor, Joacy Dourado (PT) destacou a necessidade de uma solução para a questão do endividamento dos pequenos produtores. "Devemos chamar a Procuradoria da Fazenda Nacional para resolver o débito dos pequenos agricultores, inseridos na dívida ativa", sugeriu o deputado, definindo com seus pares que o convite será extensivo às instituições bancárias e à Secretaria da Agricultura. "Não vamos tratar os agricultores familiares com políticas assistencialistas ou compensatórias. O objetivo é investir num trabalho de fomento para a produção", afirmou Galo, entendendo que o governo comunga com esta visão, ao sinalizar que apresentará um novo projeto de renegociação para os 140 mil agricultores endividados na Bahia.
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