Com o objetivo de ampliar a assistência pública e facilitar o acesso de famílias atípicas aos serviços de saúde e assistência social, o deputado Jurailton Santos (Republicanos) apresentou uma indicação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), solicitando ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, a implantação do Espaço TEA.
A proposta sugere que a prefeitura, por meio de uma ação integrada entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), viabilize a criação do equipamento. O local será destinado ao acolhimento, ao acompanhamento multiprofissional contínuo e à orientação jurídica e terapêutica aos familiares de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na justificativa, o parlamentar destaca que as dimensões territoriais e as desigualdades socioeconômicas da capital baiana representam grandes entraves para que famílias de baixa renda mantenham a rotina de terapias e consultas necessárias às pessoas com autismo.
“O Transtorno do Espectro Autista exige atenção individualizada, acompanhamento contínuo e políticas públicas que garantam o diagnóstico e as intervenções necessárias. Em Salvador, os custos de deslocamento e as distâncias dificultam a continuidade deste atendimento, sobretudo nas comunidades periféricas”, ressalta Jurailton.
A indicação orienta que a escolha da localização do Espaço TEA seja precedida de estudos técnicos da gestão municipal, priorizando áreas vulneráveis e de fácil acesso por transporte público, sem abrir mão do atendimento universal.
Para fundamentar a viabilidade do projeto em Salvador, a indicação toma como parâmetros iniciativas já implementadas no estado em 2026, a exemplo do Espaço TEA/TDI de Itabuna e do Núcleo TEA em Santa Maria da Vitória.
Em Itabuna, dados oficiais apontam que o serviço realizou 4.338 atendimentos entre julho e agosto de 2026, registrando também uma expressiva fila de espera por avaliação complementar. O dado reforça a alta demanda reprimida por assistência especializada na Bahia e a necessidade de planejamento adequado das equipes.
A proposta prevê que o Espaço TEA atue de forma complementar às estruturas públicas e conveniadas já ativas na capital baiana, evitando a duplicidade de gastos e otimizando a rede integrada de cuidados nas áreas de saúde, educação e assistência social.
Reportagem: Joana Vitória
Edição: Divo Araújo
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