Numa inspirada indicação, Gilberto Brito fala da "dolorosa realidade" das gentes do sertão
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O deputado Gilberto Brito (PL) está lutando agora para minimizar os efeitos da seca nos municípios do semi-árido baiano atingidos pela seca. Neste sentido, ele apresentou uma indicação na Assembléia Legislativa, endereçada à Superintendência do Banco do Nordeste, solicitando financiamento para as prefeituras.
Num inspirado documento, protocolado na Secretaria Geral da Mesa no último dia 2, o parlamentar faz uma análise da situação, mostrando, mais uma vez, ser um profundo conhecedor das coisas e das gentes do sertão. "Nesta região, o período chuvoso se inicia entre os meses de setembro e outubro, época em que o homem "da roça" ara a terra, visando o cultivo de plantações tradicionais, a exemplo de feijão, mandioca, milho, mamona, algodão, afora o ?lanço? de sementes ou transplantes de mudas e capim, sonhando reservas à sustentação da bovinocultura", relata, acrescentando, com uma poética sertânica, que tomando como referência "o tempo das águas, parece que Deus se esqueceu de nóis, tá tudo sem jeito".
Por conta desta "dolorosa realidade", Gilberto Brito entende ser imperioso que um organismo do comprometimento social do Banco do Nordeste "desfralde o seu manto protetor" e viabilize os financiamentos necessários à perfuração e instalação de poços tubulares; à aquisição de tubos para extensão de adutoras e à construção de cisternas, barragens de superfícies e subterrâneas.
"Em acolhendo a modesta iniciativa desse parlamentar que, nativo, conhece a crueza de tal realidade, a instituição de crédito oficial estará a combater a desigualdade intrarregional e cumprindo a finalidade precípua do poder, qual seja: atender aos mais necessitados", analisa o autor do documento.
O representante do PL finaliza destacando que caso o banco acolha sua proposição estará contribuindo para a integridade de "incontáveis famílias, que muitas vezes sobrevivem sob o comando e orientação únicos de bravas viúvas de maridos vivos, estes levados aos formigueiros humanos do interior paulista, cortando cana para as usinas de álcool, energia alternativa ao combalido petróleo, razão das invasões patrocinadas pelos que "mandam no mundo?".
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