Conduzido por uma comissão de líderes, Paulo Souto é recebido com aplausos pela platéia, de pé, numa das mais concorridas sessões de reabertura das atividades legislativas
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Diante das mais altas autoridades civis, militares e eclesiásticas do estado, o governador Paulo Souto leu, em 75 minutos, a tradicional mensagem do Executivo ao parlamento, na sessão solene de ontem que marcou o reinício dos trabalhos no Legislativo. No plenário, onde ingressou às 15h10, conduzido por uma comissão de líderes partidários constituída pelo presidente da Casa, deputado Clóvis Ferraz (PFL), foi recebido com aplausos pelas 600 pessoas que lotaram o local e as galerias. A sua fala foi interrompida cinco vezes por palmas que o emocionaram.
Antes de passar a palavra a Paulo Souto, Clóvis Ferraz anunciou a execução do Hino Nacional pela banda Maestro Wanderley, da Polícia Militar, que estava postada no terceiro andar das galerias. No discurso de 39 laudas que leu com segurança, afastando-se em poucas oportunidades do texto original, sempre para reforçar a expressividade dos avanços econômicos e sociais obtidos por sua administração, o chefe da Executivo louvou o relacionamento correto e harmônico mantido com o Legislativo ? a mais legítima representação da sociedade, disse.
AGRADECIMENTOS
Ele agradeceu "especialmente a esta Assembléia, na pessoa de seu presidente, deputado Clóvis Ferraz, credor de elogios pela gestão que vem realizando, assim como aos seus demais membros, no exercício dos nobres encargos da função parlamentar". O governador disse ainda que esta "magna Casa, de composição plural e multipartidária, ambiente privilegiado para o debate criterioso, sensível e profundo das causas da Bahia, tem, de fato, estabelecido com o Executivo uma relação de respeito mútuo, submissão à ética e conjugação de esforços pelo bem comum".
Paulo Souto fez um minucioso relato das ações de sua administração no ano passado, desde a transformação progressiva da economia baiana para um pólo industrial, passando pelo avanço das nossas exportações, até as melhorias obtidas na área social. Citou comparativos de desenvolvimento em relação ao país como um todo e as principais obras e serviços em execução - secretaria por secretaria. Apontou ainda as diretrizes que o Executivo adotará no exercício atual e programas que começarão a ser executados.
Em relação à União criticou a redução das transferências para os estados, o crescimento das receitas não compartilhadas com estados e municípios, o que considera ameaçador para a manutenção do pacto federativo e um impedimento ao crescimento. Paulo Souto lamentou o não pagamento dos repasses relativos ao Fundef. Se tais repasses estivessem ocorrendo - acrescentou - o Tesouro estadual teria sido irrigado com R$2 bilhões e os nossos municípios teriam recursos da ordem de R$8 bilhões, reclamando ainda da exclusão do Nordeste, a Bahia em especial, dos grandes investimentos federais em infra-estrutura, quando foi vivamente aplaudido. Novos aplausos fortes ocorreram quando criticou a situação das estradas federais na Bahia, da ferrovia que cruza o rio Paraguaçu e a exclusão da Bahia da duplicação da BR-101 e da ferrovia Transnordestina. Outra crítica foi quanto à transposição do São Francisco.
PRESIDENTE
A banda da PM baiana executou o Hino da Bahia e em seguida o presidente Clóvis Ferraz fez o seu pronunciamento, agradecendo em "meu nome e dos meus pares as palavras elogiosas" proferidas pelo governador. Disse estar "consciente do papel exercido por esta Casa, através de debates, críticas, sugestões e pela votação de projetos importantes, que sem dúvida contribuíram para as transformações vividas pela Bahia aqui detalhadas".
Ferraz informou que o Legislativo se moderniza para dar suporte às necessidades dos mandatos dos deputados. Reportando-se à mensagem governamental, citou índices sociais para registrar o momento de avanço atual e concluiu assegurando que os "compromissos assumidos por Paulo Souto com a Bahia e com os baianos estão sendo - e continuarão a ser - cumpridos, porque esse é um dos traços singulares que emblemam o caráter do homem público Paulo Souto".
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