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?Ouro Branco e Suores Negros? será lançado hoje

Publicado em: 02/12/2010 00:00
Editoria: Diário Oficial

Obra foi escrita por André Barbe, ex-embaixador da França
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A Assembleia Legislativa lança hoje o livro Ouro Branco e Suores Negros, escrito pelo ex-embaixador da França André Barbe. Trata-se de um romance histórico que relata a saga de uma família nos 48 anos que se seguiram à abertura dos portos, em 1808. O livro foi escrito em francês, sendo posteriormente vertido para o português e é uma autêntica declaração de amor do autor à Bahia e aos baianos. O lançamento será no Café Terrasse, na Aliança Francesa de Salvador, na Ladeira da Barra. O terreno que abriga a Feira da Providência no Largo da Graça estará disponível para quem for ao evento, sendo gratuita a distribuição dos livros.

André Barbe acumulou conhecimento enciclopédico sobre a vida, economia e costumes da Bahia no século XIX durante as pesquisas que fez para escrever Ouro Branco e Suores Negros, copioso trabalho com 740 páginas que chega à língua portuguesa dividido em dois volumes para facilitar o manuseio pelos leitores. Todos os dados expressos na obra são verdadeiros: Tarifas, preços, moedas, mapas e demais referências históricas – material coletado em 12 anos de mergulho em arquivos, bibliotecas e sebos. Ficção apenas na bela estória narrada pelo diplomata que, aposentado e aclimatado no Brasil, casou-se com uma professora da UFBa e divide a residência entre a sua França natal e Salvador.

Ouro Branco e Suores Negros

A narrativa de Ouro Branco e Suores Negros se desenrola a partir da onda de modernidade que sacudiu o Brasil a partir da chegada dos membros da corte, momento que coincide com o nascimento no Engenho Freguesia, a 30 km da capital, de propriedade de Geraldo, filho de Eustáquio Sá. Em torno dele se desenrola a história do Brasil desde a passagem da situação de colônia para a de país soberano, com a independência em 1822, além das três décadas que compreendem a primeira fase da história imperial, a regência e o início do governo de Dom Pedro II, segundo imperador brasileiro.

O embaixador francês, com o talento dos bons contadores de estória, penetra nos meandros da história de nossa terra e vai ao âmago dos fatos que originaram a transmigração da família real, descrevendo em detalhes o traçado urbano de Salvador naquela época - inclusive apresentando ilustrações da sua topografia – um mapa autêntico com a localização dos lugares mencionados e as distâncias que os separam medidas em braças. Informa ainda sobre a abertura dos portos às nações amigas; a criação da Escola de Cirurgia da Bahia; e a Companhia de Seguro do Comércio. Como pano de fundo aparecem ainda referências à Conspiração dos Alfaiates e personagens da história da Bahia como Caramuru e Catarina Paraguaçu.

, agora é editado pela Assembleia Legislativa, através do selo Ponte da Memória, que retrata trabalhos de cunho eminentemente histórico. A trama, que se dá na Bahia no período compreendido entre 1808 e 1855, inicia-se no momento da chegada a Salvador da família real portuguesa. Para o presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, o resgate de obras com estas características é fundamental para a conquista da cidadania, base da democracia representativa e da concepção moderna do parlamento. Ele entende que o fomento à cultura é um dever institucional da Casa que dirige, "um serviço nobre que a Mesa Diretora atual presta aos baianos seguindo e ampliando o trabalho dos nossos antecessores".


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