A morte do ex-vice-governador Eraldo Tinoco provocou comoção na Assembléia Legislativa onde foram apresentadas diversas moções de pesar pelos deputados da Casa. Nascido em Ipiaú, formado em Administração Pública pela Universidade Federal da Bahia, Eraldo Tinoco foi professor da mesma UFBA, deputado federal por cinco mandatos, secretário estadual de Educação, de Energia, Transportes e Comunicações e de Infra-Estrutura, além de ministro de Estado no governo Fernando Collor e vice-governador na gestão de Paulo Souto.
O presidente em exercício da AL, deputado Ângelo Coronel (PR), afirmou que o companheiro de jornada, amigo e professor Eraldo Tinoco deixa um sentimento de saudade a todos que compartilharam da sua companhia. "Durante sua trajetória colaborou de forma diferenciada com competência, honradez e determinação nas tarefas pelas quais exerceu"
Já o deputado Heraldo Rocha (DEM) ressaltou também a determinação de sempre colaborar com a causa pública como uma das admiráveis virtudes de Tinoco e disse que os 64 anos de sua linda história provoca um sentimento de dor e perda, "Entretanto um fato que acalenta a todos aqueles que tiveram o prazer em compartilhar de sua prestigiosa presença é a certeza de saber que esse ilustre cidadão baiano deixou para todos seus familiares e amigos o exemplo de um homem honrado, honesto, de caráter, carinhoso e amoroso, amigo leal e companheiro", afirmou.
A trajetória marcada pela dedicação aos interesses da população, competência e habilidade foi reiterada também pelo deputado Clóvis Ferraz (DEM), lembrando que uma das principais características da sua personalidade era a sua preocupação com os correligionários, amigos e família, principalmente nos momentos mais difíceis. "Era detentor de grande cultura, construída ao longo dos anos, ser humano brilhante de muita sensibilidade e admirável grandeza interior", completou.
Já a deputada Antônia Pedrosa (PRP) afirmou que a morte de Eraldo Tinoco é muito triste para a Bahia e que seu legado merece ser lembrado pelas gerações futuras. "A história da sua vida ficará eternamente gravada no coração do povo baiano. Seu espírito permanecerá iluminando as consciências de educadores e homens públicos", disse.
"Uma perda irreparável de um político de grande valor e acima de tudo um ser humano com enorme caráter, simpatia, respeitado e estimado pelo seu povo", declarou a deputada Maria Luiza Laudano (PT do B), reiterando as boas lembranças que deixa o homem público como a inestimável inteligência e cultura, presteza e compromisso com a sociedade baiana.
O deputado Misael Neto (DEM) comentou que Eraldo Tinoco teve uma das mais brilhantes carreiras políticas da Bahia, nas diversas missões que exerceu, todas merecedoras de elogios e admiração dos seus pares "O seu destaque era a rotina de sempre tratar a todos com zelo e servindo de exemplo", afirmou, ressaltando que sempre foi inquestionável o seu sucesso em todos os desafios que lhe foram apresentados.
"Não há partidos, não há coligações, não há quem não reconheça a importância desta perda para a Bahia, para a educação e principalmente para os seus discípulos, cujo respeito e reconhecimento profissional transpassavam as paredes da UFBA", afirmou o deputado Carlos Ubaldino (PSC), lembrando que os familiares de Tinoco precisam, neste momento de dor, de todo conforto e orações.
"Uma das características que mais se destacava em Eraldo Tinoco era a de se preocupar com os amigos, principalmente nos momentos mais difíceis, sempre muito solidário e atento aos que precisavam de apoio. Deixa a esposa Clélia Tinoco e os filhos Eraldo e Rita e para todos nós, que tivemos o privilégio da sua convivência, um exemplo de coragem e coerência", disse Adolfo Menezes (PTB).
"Eraldo Tinoco, Dr. Tinoco, Tinoco, Ministro, Secretário, Vice-Governador, não importa como ele era chamado. Importa que quando lhe chamavam, todos, mas, todos mesmo, sentiam a força de suas palavras, das mais simples às mais trabalhadas intelectualmente, como uma referência, como um exemplo, como um alento para a política e para os políticos nestes tempos difíceis, de tão pouca seriedade, de tão pouca e raríssima referência", concluiu Júnior Magalhães (DEM).
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