Waldir Freitas elogia Assembléia por rememorar Luiz Viana Filho
O vice-presidente da Academia de Letras da Bahia, Waldir Freitas, representou o presidente da instituição, Edivaldo Boaventura, na solenidade e elogiou a iniciativa da Assembléia Legislativa pela realização da Sessão Especial em homenagem a Luiz Viana Filho. "Que sejam louvadas as sociedades que insistem em conservar na memória a vida dos seus filhos ilustres", afirmou. O acadêmico disse que aprendeu em compêndios que houve uma época na antiguidade em que os novos faraós mandavam apagar dos monumentos aspectos que lembrassem os seus antecessores. "Ação idêntica foi realizada na antiga União Soviética quando Stálin cometeu o mesmo erro de apagar dos livros os nomes das pessoas que tinham idéias contrárias às dele", disse.Freitas afirmou que é um erro tentar analisar isoladamente os atos de Luiz Viana Filho fora do seu contexto histórico. Segundo o acadêmico, eles têm que ser rememorados em relação ao tempo em que foram vividos, não podendo, assim, ser feita uma análise do conjunto das suas ações, mas do que foi feito em determinado instante da sua vida. "Portanto, se atos do homenageado podem merecer ressalvas dos mais mesquinhos, essa é uma maneira imprópria, malvada, injusta de se fazer um julgamento", ressaltou.
O acadêmico disse ainda que todos os homens morrem duas vezes, fisicamente, quando o corpo definha, e uma segunda vez, quando são esquecidos. "Com meus 80 anos, lembro de muitas pessoas esquecidas. Quando vejo a AL relembrar com todo o empenho a vida de Luiz Viana Filho, fico agradecido, em meu nome e em nome da Academia, por este gesto, que mantém viva a memória do homenageado", afirmou.
No final do seu discurso, Waldir Freitas lembrou que Luiz Viana foi um escritor prolixo, dos mais editados, e lamentou que na Bahia atualmente existam apenas duas editoras de âmbito muito restrito. Ele sugeriu que fosse reservado pelo menos 50% do espaço para escritores e editoras baianas participarem do rico mercado do livro didático.
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