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General José Elito Cerqueira desde ontem é cidadão baiano

Publicado em: 28/03/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Plenário lotado com as cores de trajes militares e roupas civis na homenagem ao Gal. Elito
Foto:  

A Assembléia Legislativa concedeu, ontem, título de cidadão baiano ao general-de-Exército José Elito Siqueira, comandante Militar do Sul. Sergipano de nascimento, ele tem sua história intimamente ligada à Bahia e se tornou conhecido em todo o país ao ser designado para liderar a força de paz internacional da ONU no Haiti, em 2006. A homenagem foi proposta pelo deputado Gaban (DEM) e aprovada em plenário à unanimidade.
A sessão especial foi aberta pelo presidente Marcelo Nilo (PSDB), na presença de diversas personalidades civis e militares. Praças do Batalhão de Caçadores do Exército em trajes festivos que remetem às campanhas do Dois de Julho guarneciam o plenário, em que três grupos bem definidos das forças tingiram com o verde, azul e branco de suas fardas. Após compor a mesa dos trabalhos, a banda da 6a Região Militar Marechal Cantuária executou o Hino Nacional.
Proponente da honraria, coube a Gaban fazer o elogio público, da tribuna. Em um discurso rápido, mas minucioso, fez um breve histórico da trajetória do militar desde os 13 anos, quando ele iniciou a carreira ao ser matriculado no Colégio Militar de Salvador. O parlamentar destacou que Siqueira "tem prestado relevantes serviços à Bahia, terra na qual se integrou naturalmente, convivendo cordialmente com os baianos e, por isso mesmo, conquistando a sua amizade e o seu respeito". Gaban relacionou um sem-número de condecorações recebidas pelo general e avaliou que após ser "aplaudido pela sociedade baiana, restava-lhe a outorga do merecido título de cidadão baiano."
O título foi entregue pelo presidente Nilo, ladeado por Gaban, diante da família de Siqueira, incluindo a esposa, a baiana Maria das Graças. Homem acostumado às grandes missões, ele não se deixou levar pela emoção e, com voz pausada e controlada, se apresentou como um "soldado do Exército brasileiro, instituição nacional, permanente, vitoriosa, representativa de toda a nossa sociedade, participante ativa e conciliadora em todos os momentos marcantes da nossa história."

CONTATOS

Os primeiros contatos com a Bahia foram ainda aos 11 anos, quando, o filho de um contador com uma funcionária pública de Sergipe ouvia extasiado as histórias de um amigo que já estudava no Colégio Militar de Salvador. "Não vejo outra alternativa a não ser matricular o menino naquele colégio", comentou o pai com a mãe e, em 1958, pegou um trem em Aracaju com alguns conterrâneos em direção ao seu destino.
Além de cursar os seis últimos anos do ensino médio na Bahia, o general construiu sua carreira com uma série de idas e vindas ao estado. Foi assim que, após se formar aspirante a oficial pela Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro, voltou como tenente para servir no 19o Batlhão de Caçadores e na 4a Companhia de Guardas. Era o ano de 1972 e, antes de voltar a correr o Brasil, casou com Maria das Graças, com quem é pai de José Elito Júnior e Ana Helena.
Entre idas e vindas, sempre à base de promoções, fez cursos de aperfeiçoamento no país e no exterior. "Em sua brilhante carreira, foi instrutor da Academia das Agulhas Negras, titular de postos de comando em todo o país, secretário de Segurança de Alagoas, adido militar na África do Sul e oficial de gabinete militar do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião em que foi designado ao Haiti, era comandante da 6a Região Militar, sediado em Salvador.



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