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Deputados querem discutir os grupos de extermínio na Bahia

Publicado em: 19/03/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão Especial de Promoção da Igualdade abordou a questão dos grupos de extermínio
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Comissão Especial de Promoção da Igualdade abordou tema ontem
A Comissão Especial da Promoção da Igualdade da AL quer participar dos debates que abordem temas ligados a grupos de extermínio na Bahia. Ontem, em reunião do colegiado, o deputado Yulo Oiticica (PT) relatou a sua participação na reunião do CDDPH – Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana –, órgão que completou 44 anos, onde foi confirmada a existência destes grupos na Bahia. O parlamentar ressaltou também que, nessa reunião, membros do conselho evidenciaram que o atual governo da Bahia divulga todos os dados relacionados à segurança pública. "Não existe mais a política da maquiagem", frisou.o parlamentar.
Já a presidente da Comissão, deputada Fátima Nunes (PT), informou que, diante do excelente trabalho desempenhado pelo ex-presidente, o petista Bira Cora, a extensa pauta ligada à luta por igualdades será mantida. Para Fátima, as questões relacionados com o preconceito racial, étnico e religioso foram abordadas e debatidas, mas não podem ser esquecidas, uma vez que as minorias ficam à margem dos processos de políticas públicas de segurança, de moradia, trabalho e renda, educação, dentre outras.
Por esta razão, o vice-presidente do colegiado, o deputado Ivo de Assis (PR), solicitou que a visita que a comissão já havia aprovado ao quilombo localizado na comunidade de Canarisco, na cidade de Nova Ibiá, no sul do estado, realmente aconteça. Este pedido foi prontamente acatado. "É preciso regularizar as questões fundiárias dos quilombos para que eles passem a ter direito a créditos e programas dos governos", salientou a petista.

DEMOLIÇÃO

A demolição do terreiro de candomblé Oyá Unipó Neto, realizada pela Prefeitura de Salvador, ainda repercute na comissão. O colegiado aprovou uma visita que fará ao prefeito João Henrique, buscando esclarecimentos sobre o plano de ação para a reconstrução e legalização dos terreiros de Salvador, já que o mapeamento realizado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) mostra que 39,3% dos 1.159 terreiros da capital estão em situação irregular.



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