A colaboração da Auditoria Geral do Estado (AGE) na Comissão Parlamentar de Inquérito instalada para apurar a crise financeira da Empresa Baiana de Alimentos S.A. (Ebal) foi louvada na Assembléia Legislativa através de uma Moção de Agradecimento apresentada pelo Deputado Zé Neto (PT). "Ressalto aqui a contribuição e o empenho da AGE, que desde o ano de 2000 vem apontando má administração na Ebal", disse o parlamentar, destacando o trabalho da auditora Mirian Tereza Machado Guerreiro de Freitas e dos demais auditores que contribuíram com a CPI.
A AGE efetuou exames nas áreas de engenharia, fornecedores de mercadorias, publicidade e propaganda, prestadores de serviços e contratos de locação de veículos e equipamentos de informática. Foram verificados os controles internos, documentos, aplicações de testes, inspeções físicas, entrevistas e conferências de cálculo, abrangendo os anos de 2004 a 2006, retroagindo a anos anteriores, quando foi necessário.
Os relatórios decorrentes da auditoria e de outras realizadas anteriormente foram encaminhados à CPI, assim como toda a documentação requisitada pelos seus membros. "Os auditores da AGE prestaram todos os esclarecimentos e orientações requeridas pela CPI, inclusive um deles prestou depoimento para esclarecer os procedimentos utilizados para apurar os fatos irregulares", ressaltou o deputado.
Segundo Zé Neto, os dados fornecidos pela Auditoria Geral do Estado embasaram o procedimento da CPI em relação a quem deveria ser convocado para depor, quais documentos requerer para a devida análise, mas, principalmente, para organizar as investigações conforme os relatórios tratavam do assunto. "Foi um verdadeiro norte para que os rumos da CPI tivessem êxito", disse.
O relatório conclusivo recomenda à Ebal ações que visam evitar novas irregularidades cometidas devido ao sistema ineficiente e fraudulento utilizado na administração anterior. Além disso, encaminha ao Ministério Público pedidos de indiciamento e recomendações para dar seguimento às investigações e as quebras de sigilos bancários, fiscais e telefônicos que não chegaram à CPI em tempo hábil. "Foi com muito empenho que conseguimos, após muitos anos sem uma CPI chegar ao seu final na Assembléia Legislativa, entregar à sociedade baiana os resultados concretos de uma", ressaltou Neto.
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