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Reajuste salarial acirra tensão entre as polícias civil e militar

Publicado em: 13/03/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

Sub-comissão de Segurança vai ouvir secretário da Administração sobre reajustes às polícias
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Sub-comissão de Segurança vai ouvir secretário Manoel Vitório
O clima de tensão existente hoje nas polícias Civil e Militar da Bahia por conta de propostas de reajustes salariais diferenciados levou a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública a convidar o secretário estadual de Administração, Manoel Vitório, para participar de uma audiência na próxima semana.
De acordo com o deputado Capitão Tadeu (PSB), autor do requerimento para o convite ao secretário e presidente da sub-comissão de Segurança Pública, a Associação de Cabos e Soldados da PM da Bahia já divulgou um documento criticando os reajustes diferenciados. Tadeu teme que a situação de descontentamento venha a se agravar. “Eles deixaram uma ameaça no ar”, afirmou, cogitando inclusive a possibilidade de greve na área. Por isso, a pressa em convidar o secretário de Administração já para a próxima semana.
Além disso, a Comissão aprovou ontem também a realização de duas audiências públicas em datas ainda a serem agendadas – uma em Eunapólis e outra em Feira de Santana. De acordo com o presidente do colegiado, deputado Fernando Torres (PRTB), esses municípios vêm apresentando índices de criminalidade crescentes. “É uma situação que vem preocupando os membros da comissão”, explicou Torres.
A audiência em Feira de Santana foi requerida pelo deputado Zé Neto (PT). Já a de Eunapólis foi requerida pelo prefeito do município, José Robério Batista. Presente à sessão de ontem, o deputado Getúlio Ubitaran (PMN) expôs suas preocupações em relação ao aumento da violência no Extremo-sul baiano. Ele citou como exemplos a ação de um grupo de oito assaltantes que levou pânico ao município de Ibirapuã. “O município só conta com quatro policiais militares”, criticou.
Os integrantes da comissão acreditam que alguns setores da área de segurança pública estão boicotando o governo de Jaques Wagner. “Acho que em alguns  casos não existe nem maldade. O problema é que a prática de muitos anos acaba sendo reproduzida”, disse o deputado Capitão Tadeu.



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