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AL faz reverências às mulheres

Publicado em: 07/03/2008 00:00
Editoria: Diário Oficial

A primeira-dama do estado, Fátima Mendonça, discursou para as mulheres na sessão da AL
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A violência contra a mulher foi o tema mais recorrente durante a sessão especial que antecipou as comemorações ao Dia Internacional da Mulher, ontem à tarde. Proposto pela deputada Neusa Cadore (PT) e encampado e organizado pela Comissão da Mulher, sob a presidência da deputada Marizete Pereira (PMDB), o evento lotou o plenário de autoridades estaduais, municipais, representantes de instituições civis e militares, entidades não-governamentais e mulheres do povo.
Antes mesmo do início dos trabalhos, os atabaques ressoaram no plenário, ao som de cantos de Orixá. Não faltaram as fitas decorativas, desde o ano passado roxas, em substituição ao antigo rosa utilizado em ocasiões do gênero. Ainda houve voz e violão protagonizado por Paulinha, servidora dos Recursos Humanos da AL, Viviane Paz e Radha Vitória, logo após o presidente Marcelo Nilo (PSDB) abrir a sessão e compor a mesa. Mas as pessoas estavam ali para ouvir sobre os avanços e dificuldades do sexo feminino em sua trajetória na busca pela igualdade e coube a Marizete o primeiro pronunciamento nesse sentido.
"No século XX, a mulher brasileira ganhou nome próprio, ganhou visibilidade, ganhou identidade própria", disse. Nesse sentido, ela citou o exemplo baiano, cujo Tribunal de Justiça tem hoje os quatro principais cargos de comando ocupados por desembargadoras, tendo Sílvia Zariff na presidência. Aquele Poder estava representado no evento pela desembargadora Maria José Sales, corregedora das Comarcas do Interior. "É um exemplo edificante que orgulha e estimula todas as mulheres", definiu a parlamentar. Como presidente da comissão transformada em permanente no ano passado, Marizete aproveitou para fazer minuciosa prestação de contas das atividades realizadas em 2007.
A presença maciça de mulheres no plenário fez a deputada Neusa Cadore refletir a baixa participação política do gênero. "Somos aqui apenas 12% do Parlamento e a média mundial é de apenas 17%", disse, defendendo a necessidade de uma participação mais efetiva do sexo feminino na política. Ela destacou também que todas as conquistas não foram sem luta e citou nominalmente a freira americana Doroty Stang, morta no Pará, em 2005, e a líder sindical rural Margarida Alves, também assassinada há 21 anos, na Paraíba, como exemplo de mártires.
Falaram ainda a primeira-dama do estado, Fátima Mendonça; a chefe da Casa Civil, Eva Chiavon; a chefe da Defensoria Pública, Tereza Almeida; as superintendentes de Políticas para as Mulheres do Estado, Ana Castelo; e do município, Maria Helena Souza; além dos deputados Maria Luíza Laudano (PMDB), Virgínia Hagge (PMDB), Antonia Pedrosa (PRP), Ângela Sousa (PSC), Fátima Nunes (PT), Álvaro Gomes (PCdoB) e Ferreira Ottomar (PMDB), além das deputadas federais Lídice da Mata (PSB) e Alice Portugal (PCdoB).



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