A passagem dos 74 anos de emancipação política do município de Euclides da Cunha, no último 10 de outubro, foi destacada na Assembléia Legislativa pelo deputado José Nunes (DEM) através de uma moção de congratulações. No documento, o parlamentar relata a origem do município, que teve como primeiros habitantes os índios caimbés da tribo tupiniquins, que se instalaram inicialmente no aldeamento de Massacará, transferindo-se posteriormente para outro sítio que ganhou mais tarde a denominação de Fazenda Caimbés.
"Os índios dedicavam-se à cultura de cereais e de cana-de-açúcar e, ainda hoje, existe no distrito de Massacará um número considerável de seus descendentes, que mantém os hábitos e costumes dos seus ancestrais", contou o autor da moção.
De acordo com José Nunes, a região onde está hoje Euclides da Cunha foi desbravada por colonos oriundos dos municípios circunvizinhos, principalmente de Monte Santo e de Tucano, que ali se ficaram com suas famílias, dedicando-se à lavoura e na criação de gado, esteio até hoje da economia municipal. O primeiro núcleo populacional do município, acrescenta ele, foi a Fazenda Cumbe do Major, de propriedade do Major Antonino, primeiro desbravador. "A Fazenda Cumbe do Major abrangia a área onde está localizada a atual cidade de Euclides da Cunha".
José Nunes contou também na moção que os padres jesuítas, em missão de catequese pelo sertão, construíram no local da atual Vila Massacará uma capela e um convento, sendo que a capela continua de pé até hoje, servindo de refúgio espiritual. Já o convento foi destruído pelos padres, quando o Marquês de Pombal, em 1759, os expulsou do Brasil.
Euclides da Cunha encontra-se localizado na zona fisiográfica do Nordeste da Bahia, estando o seu território totalmente incluído no Polígono da Seca, limitando-se com os municípios de Canudos, Antas, Uauá, Monte Santo, Quinjingue e Cícero Dantas, possuindo uma área territorial de 2.280 km e uma população de 52.512 habitantes, numa altitude de 452 metros.
O município possui em seu subsolo jazidas inexploradas de ardósia, calceta, cristal de rocha, além de pedra calcária. Na atividade econômica, destacam-se a agricultura, a pecuária, com ênfase na produção de feijão, milho mandioca, mamona, além do sisal. A pecuária tem expressão econômica para o município, que conta com os seguintes rebanhos : bovino, caprino, ovino, suíno, equino e de muares.
Nos aspectos cultural e recreativo, o município conta com estádio de futebol, centro cívico, clubes recreativos, bibliotecas, centro público de informática, academia de letras. De acordo com José Nunes, a população local ainda conta com batalhão da Polícia Militar, juizado de pequenas causas, hospital, clínicas médicas, estabelecimentos bancários, campus da Uneb e colégios de 1º e 2º graus.
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