Parlamentar petista foi aprovado, pela AL, por 39 votos a 16
O nome do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) é Zilton Rocha (PT). Sua indicação para a vaga deixada pela morte do conselheiro Ursicino Queiroz foi referendada ontem pelo plenário por 39 votos a favor, 16 contrários e quatro abstenções. A AL encaminha agora para o governador Jaques Wagner, a quem cabe publicar decreto dando posse.
O processo de votação tornou a sessão de ontem bastante movimentada, com uma seqüência de pronunciamentos ora destacando as qualidades de Zilton, ora parlamentares de oposição criticando o sistema de escolha adotado, mesmo fazendo a ressalva de não haver objeção ao nome do colega petista. Logo no início da tarde, a bancada do governo conseguiu derrubar a sessão ordinária, o que deu início a uma extraordinária, agilizando a votação.
O líder da oposição, deputado Gildásio Penedo (DEM), garantiu que sua bancada não obstruiria os trabalhos. O líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), no entanto, vendo os parlamentares se sucedendo na tribuna, a utilizar todos os horários, decidiu aprovar requerimento de prorrogação da extraordinária por dez horas. Nem precisava: os trabalhos estavam encerrados pouco antes das 19h. A votação secreta sendo realizada com a urna, em detrimento do painel, retardou a apuração em pelo menos 60 minutos.
O presidente Marcelo Nilo (PSDB) anunciou a utilização da urna, como uma demonstração de boa vontade, diante de requerimento neste sentido de Gildásio. A demanda da oposição se baseou em uma falha que teria ocorrido na semana passada no terminal em que votava o deputado Paulo Azi (DEM). A explicação técnica foi de que o dispositivo estava off-line, o que propiciou a falha, tornando visível a senha do parlamentar. Nilo acrescentou ainda que o precedente de ontem foi único e não irá se repetir sob sua presidência, garantindo sua absoluta confiança no sistema do painel. Ele pediu também que a oposição pode indicar um especialista em informática para auditar o equipamento.
Gildásio havia anunciado que encaminharia pela votação contrária, não ao nome de Zilton, mas ao processo, que classificou de discutível, e "o caráter arbitrário e equivocado em que a Mesa tomou competência que não é sua". Por essa razão, a bancada está reclamando na Justiça. Na hora de encaminhar, no entanto, liberou a bancada, o mesmo ocorrendo com o bloco PP/PRP, cujo líder, Roberto Muniz, teve o nome preterido pela Mesa.
Waldenor ocupou a tribuna para destacar que o procedimento que culminou na indicação de Zilton pela Assembléia foi "constitucional e respeito o costume, a tradição e a jurisprudência da Casa". Para ele, a AL sai engrandecida, não só pela escolha de um nome que irá representar bem o Legislativo, como pelos debates que se desenvolveram e os princípios republicanos adotados ao longo do processo.
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