Adolfo Menezes justifica que medida é para acabar com abusos
O deputado Adolfo Menezes (PTB) apresentou projeto de lei à Assembléia Legislativa regulando o uso de telefones celulares, jogos eletrônicos, aparelhos de Ipod, MP3, MP4 e demais equipamentos eletroeletrônicos nas escolas da Bahia. Trata-se de medida com finalidade educativa que pretende acabar com abusos que a cada momento mais perturbação carreia para o dia-a-dia de professores e alunos.
A matéria já está em tramitação e pode receber emendas durante os próximos 14 dias nas comissões técnicas, pois será submetida ao crivo das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento e de Educação e Serviços Públicos. Na justificativa que anexou à proposição, Adolfo Menezes, frisa a necessidade de ser vedado o uso desses equipamentos eletrônicos dentro das classes, nos horários de aulas em estabelecimentos de ensino – público e privado – da Bahia.
DESLIGAR
"Os equipamentos só serão admitidos nos referidos recintos se desligados", enfatizou o deputado do PTB que acrescentou: "O uso desses equipamentos em salas de aulas tornou-se um transtorno para os professores e alunos, pois inegavelmente tira a atenção de ambos", afirmou. Para evitar que duvidas pairem nos colégios, o projeto prevê que os estabelecimentos de ensino fixarão em local visível uma placa indicativa com o seguinte texto: "É proibido o uso de aparelho celular e equipamento eletrônico durante as aulas".
Além da perturbação gerado por campainhas sirenes e a infinidade de sons emitidos pelos "eletrônicos", figura entre as preocupações do deputado Adolfo Menezes também a coibição da chamada "pesca eletrônica" uma "espécie de praga da modernidade" que burla os instrumentos de avaliação de que possuem os professores. É crescente o número de situações em que a "cola" acontece via celular, pois até o momento nada impede que alguns alunos ao saírem das provas enviem torpedos com as respostas para os colegas que estão na sala de aula.
"Este Projeto de Lei se baseou em queixas de professores. Os educadores não têm condições de impedir o uso de celulares e outros equipamentos durante as aulas", frisou. A proposta que apresentou ao parlamento é inovadora, mas ele assegura que mandou pesquisar a situação dos demais estados brasileiros com relação a esse tema para oferecer aos baianos um projeto equilibrado e que tenha como objetivo a obtenção de melhores condições de aprendizagem (para os alunos) e de ensino (para os professores).
EDUCATIVA
Ele explicou ainda o motivo de seu projeto de lei abranger também o ensino particular. Para ele a inclusão é natural, porque o funcionamento dos estabelecimentos de ensino particulares é autorizado e regulado pelo poder público estadual, dentro de normas fixadas pelo Ministério da Educação. Portanto, em sua avaliação, a proibição deve ser abrangente e beneficiar todo o universo de estudantes da Bahia. "A lei vai permitir ao aluno ficar mais centrado nas explicações do professor e evitar a cola durante as avaliações", completou.
Para Adolfo Menezes a necessidade eventual de comunicação dos estudantes com seus pais ou responsáveis poderá ser atendida com as escolas deixando um telefone disponível para esta finalidade ou qualquer caso de urgência que ocorra durante o horário das aulas. "Proibir o uso de celular e equipamentos eletroeletrônicos em salas de aulas, apesar de ser uma medida traumática, é antes de mais nada uma iniciativa educativa representa um avanço. Eles prejudicam o aprendizado e a socialização face a face", concluiu.
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