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CCJ aprova indicação de Zilton Rocha para conselheiro do TCE

Publicado em: 24/10/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado Zilton Rocha é sabatinado e aprovado, por unanimidade, para conselheiro do TCE
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa, reunida extraordinariamente na manhã de ontem, aprovou por unanimidade o parecer do deputado Nelson Leal (PSL) favorável à indicação do deputado Zilton Rocha para compor o quadro dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Agora, a matéria vai a plenário, que se pronunciará sobre a questão na próxima terça-feira, em votação secreta, conforme determina o Regimento Interno da Casa. Para ser eleito, é necessária a obtenção da maioria absoluta dos votos, o que significa 32 dos 63 deputados.
A sessão de ontem foi convocada pelo presidente Zé Neto, através de publicação na edição do último fim de semana do Diário do Legislativo para a realização da argüição pública do indicado, a sabatina, e para atender aos "demais ditames da Constituição Estadual e Regimento Interno da Assembléia", conforme destacou o petista.
Porém, a emoção tomou o lugar dos protocolos. Logo após a leitura do parecer de Nelson Leal, que fez uma breve biografia do petista, o presidente Zé Neto determinou que uma comissão de deputados, composta pelo líder do Governo, Waldenor Pereira (PT), pelo próprio relator, por Zé das Virgens (líder do PT), Roberto Carlos (PDT) e Reinaldo Braga (PSL), trouxesse o indicado à sala Luís Cabral.
A partir de então, a trajetória de Zilton Rocha foi o centro das atenções. Deputados dos mais variados partidos fizeram questão de dar o testemunho sobre a capacidade técnica, a lealdade, o espírito público e o compromisso social do indicado. Em seu pronunciamento, ele lembrou da luta de seus pais, da dedicação de seus primeiros professores e dos obstáculos que teve que superar para trilhar o caminho que escolheu, a defesa dos menos favorecidos. "Estou aqui segurando a emoção", confessou, aproveitando para relembrar uma passagem pouco conhecida de sua trajetória. "No início da década de 70, fui convidado para ser candidato único na minha Nova Canaã, mas recusei".
Zilton aproveitou para relembrar seu primeiro emprego em Minas Gerais, a transferência para o Rio de Janeiro e a vinda definitiva para Salvador. "Quando aqui cheguei, no final da década de 70, estava ocorrendo a primeira grande greve dos professores", relatou, acrescentando que desde então se incorporou definitivamente à luta do magistério, sendo inclusive escolhido pela categoria para exercer a representação na Câmara de Salvador e na Assembléia Legislativa.
Sobre o futuro, ele disse o seguinte, no final de sua apresentação, sendo bastante aplaudido: "Uma coisa é certa. Se tudo der certo, vou sentir muita saudade, mas a vida é isso. Nos apresenta desafios que temos a obrigação de enfrentá-los".
Logo em seguida, falaram Reinaldo Braga, Paulo Rangel (PT), Elmar Nascimento (PR), Leur Lomanto Jr. (PMDB), Sérgio Passos (PSDB), Álvaro Gomes (PCdoB), Euclides Fernandes (PDT) e Yulo Oiticica (PT). Após as palavras de carinho, Zilton agradeceu com a voz visivelmente embargada.

PROTESTO

Antes de começar todo o ritual acima, a bancada da minoria realizou um protesto. Através de uma questão de ordem, o líder Gildásio Penedo (DEM), destacando que não tinha nada pessoal contra Zilton, afirmou que não poderia participar da sessão "porque a mesma estava viciada". Na sua concepção, "a Mesa Diretora usurpou poderes que era do plenário". Por conta deste entendimento, a minoria apelou ao judiciário. Logo após este comunicado, Gildásio saiu sem esperar a resposta do presidente.
Inconformado, Zé Neto afirmou que a bancada da minoria foi "desrespeitosa para com a CCJ". O petista fez questão de destacar ainda que tudo foi feito dentro do processo legal. Representante da Mesa, o deputado Roberto Carlos classificou as declarações de Gildásio como "infeliz". "Tivemos na Mesa uma atitude democrática e transparente", arrematou.



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