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Morte de Lucky Dube repercute na Assembléia

Publicado em: 24/10/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão de Promoção da Igualdade, presidida por Bira Corôa, lamenta morte de Lucky Dube
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A morte do cantor de reggae sul-africano Lucky Dube, aos 43 anos, repercutiu na Assembléia Legislativa. A comissão especial de Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Coroa (PT), em sessão realizada ontem, lamentou a morte do músico que lançou 21 discos ao longo da vida e foi conhecido por ser uma das vozes mais críticas do regime do apartheid. Ele foi assassinado a tiros, na última quinta-feira, em Joanesburgo, capital da África do Sul, durante um assalto, na presença dos dois filhos menores.
Para Bira Coroa, o ‘reggae-man’ usava sua música como meio de transformação das consciências. "Todos os seus 21 álbuns tinham forte conotação social", avaliou o presidente do colegiado, lembrando que por causa de suas canções chegou a ser proibido de entrar nos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, ele também era um dos grandes críticos da "dominação do capital internacional".
Já o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) observou que a morte de Lucky Dube precisa ser mais investigada, para que fique comprovado que ele foi de fato vítima de latrocínio. O parlamentar salientou, no entanto, que a violência urbana vem se espalhando pelo mundo inteiro e a África do Sul não é diferente. "Lucky Dube era um músico que tinha o trabalho conhecido em todo o mundo e ele sempre se preocupou com as questões sociais", concluiu o parlamentar.



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