A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da AL discutiu ontem, em reunião ordinária, a repercussão das audiências públicas que o colegiado vem promovendo pelo interior do estado, com a presença do secretário estadual de segurança, Paulo Bezerra. Segundo Torres, a comissão vem cobrando do secretário, nesta audiências, a realização mais efetiva de blitzes em todo o estado. Para ele, este pedido vem sendo atendido, uma vez que na cidade de Feira de Santana, neste final de semana, a Polícia Militar intensificou esta ação, conseguindo, inclusive, apreender drogas e inúmeras armas.
O deputado Getúlio Ubiratan (PMN) ressaltou a necessidade das audiências. Mas manifestou sua indignação com a resposta que a comissão recebeu da Secretaria da Segurança Pública. "Das solicitações que fizemos na audiência em Teixeira de Freitas, apenas o aumento do efetivo de delegados e policias foi respondido, mesmo assim, demonstrando as dificuldades para que este fato aconteça", frisou.
Torres informou que estas questões poderão ser levantadas na audiência pública que será promovida pelo colegiado e discutirá a situação da segurança no estado. Esta audiência foi remarcada para o dia 12 de novembro. Além de Paulo Bezerra, participarão da audiência a secretária da Justiça, Marília Muricy e representantes das associações de moradores dos bairros que vêm sendo afetados pelo aumento dos casos de violência e assassinatos.
O colegiado recebeu a solicitação para que seja realizada mais duas audiências no interior do estado. Uma, pedido do deputado Roberto Carlos (PDT), pretende discutir a segurança na cidade de Juazeiro e a outra, pedido do deputado Zé das Virgens (PT), ouvirá os apelos do município de Irecê. As datas para a realização ainda não foram confirmadas.
DENÚNCIA
O colegiado recebeu a denúncia de Jurandir Monteiro Medeiros, que procurou a Comissão para pedir providências no sentido de esclarecer o assassinado de sua irmã, ocorrido, em Feira de Santana, há 7 anos. Segundo ele, a justiça só ouviu testemunhas de defesa e até hoje nenhum esclarecimento foi dado. Fernando Torres informou que o colegiado enviará ofício para os órgãos competentes, pedindo agilidade no processo.
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