Zilton Rocha e Roberto Muniz são candidatos definidos à vaga
Encerra hoje o prazo para uma eventual substituição nos nomes inscritos na Secretaria da Mesa Diretora para a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE), criada após a morte de Ursicino Queiroz. Estão concorrendo os deputados Zilton Rocha (PT), inscrito pelo líder do PT, deputado Zé das Virgens; e Roberto Muniz (PP), proposto pelo líder da oposição, deputado Gildásio Penedo (DEM).
Na sessão plenária de ontem, ambos os pleiteantes se pronunciaram sobre o assunto. Zilton adiantou que já vem conversando com todos os deputados para colocar sua candidatura, mesmo evitando falar em campanha. "Chega a ser carinhosa a forma com que sou tratado pelos membros deste Parlamento", avaliou. "O momento mais difícil foi dizer ‘sim’ à indicação do meu nome e partir para uma nova experiência não menos importante do que a legislativa", analisou o parlamentar petista.
Muniz também evitou dizer que está buscando votos, mas disse que vai conversar com todos os 62 deputados. "É claro que não pedi voto a Zilton, mas conversei com ele e expliquei que não se trata de uma anti-candidatura". Para ele, a apresentação de seu nome é a oportunidade de haver um debate sobre a indicação do nome ao TCE e até sobre a visão do Tribunal, que não deve ser apenas de uma instituição fiscalizadora, mas propositora de políticas públicas.
CORDIALIDADE
Os dois pronunciamentos foram cordiais de lado a lado. Por um acordo anterior, Zilton utilizou o horário do PP para discurso – bastante aparteados em plenário. O deputado Paulo Azi (DEM), por exemplo, vai ter de decidir, no próximo dia 30, entre seu contemporâneo no Colégio Dois de Julho, Roberto Muniz, ou seu professor de Geografia, à época, Zilton Rocha. Curiosidades à parte, está posto que o nome de Zilton é o da bancada de Governo, que detém oficialmente 46 dos 63 votos possíveis. São necessários 32 votos favoráveis em pleito secreto para a aprovação do nome.
INDEPENDENTE
Diante de uma aparente desvantagem, Muniz defende que "não se trata de uma candidatura contra o governo, contra o governador Jaques Wagner, nem muito menos contra Zilton". Ele aposta no fato de ser líder do bloco independente PP/PRP desde o início da legislatura, bancada que ajudou o Poder Executivo na apreciação de várias proposições, dando quorum e votando favoravelmente, mas que também ajudou a derrubar os vetos. "Não posso ser apontado como candidato da oposição", disse, certo de que vai conquistar várias adesões na bancada de governo.
De acordo com o rito apresentado pelo presidente Marcelo Nilo (PSDB), em 26 de setembro, a Mesa Diretora terá seis dias, a partir de hoje, para se pronunciar acerca das candidaturas. Caso não o faça dentro do prazo, caberá ao próprio presidente decidir sobre os nomes, enviando-os para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terá outros seis dias para emitir um parecer e encaminhá-lo ao plenário.
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