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Segurança pública na berlinda

Publicado em: 11/10/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Violência será tema da audiência pública, em 7 de novembro
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A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da AL realizará, no próximo dia 7 de novembro, audiência pública que debaterá a situação da segurança no estado. "A Bahia vive situação caótica na segurança. Se não tomarmos algumas providências, em breve estaremos nos mesmos moldes do Rio de Janeiro", frisou o deputado Capitão Tadeu (PSB), propositor da audiência.
O presidente do colegiado, deputado Fernando Torres (PRTB), ressaltou a necessidade de discutir a questão, em função do aumento do número de homicídios, tanto na capital quanto no interior. "Os números de Feira de Santana, por exemplo, são assustadores", salientou Torres. Participarão da audiência o secretário da Segurança, Paulo Bezerra, a secretária da Justiça, Marília Muricy, além de representantes das associações de moradores dos bairros que vêm sendo afetados pelo aumento dos casos de violência e assassinatos.
Capitão Tadeu informou que apresentará projeto que tem como principal objetivo garantir ao governador o direito de decretar "Estado de Defesa Social", que atuará com os mesmos princípios de quando se decreta estado de sítio ou de calamidade pública.

ABAIXO-ASSINADO

A comissão recebeu do diretor do Conjunto Penal de Serrinha, major Paulo César Oliveira Reis, um abaixo-assinado encaminhado a ele pelos presos provisórios e sentenciados de Santo Antônio de Jesus, que estão cumprindo pena naquela unidade carcerária. Nesse documento, os presos solicitam as suas transferências para o Conjunto Penal de Valença e para o Complexo Policial de Santo Antônio de Jesus.
Consta no documento que muitos presos já cumpriram suas penas. Alegam que estão sem receber visitas e alguns deles, que ainda respondem a processos, estão perdendo suas audiências, uma vez que nem o presídio de Serrinha pode levá-los para Santo Antônio nem a delegacia de Santo Antônio vem buscá-los. O colegiado decidiu encaminhar ofícios sobre o problema para as secretarias da Segurança e da Justiça, além das Varas de Execuções Penais.



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