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Internet universal com acesso via banda larga

Publicado em: 10/10/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Zilton quer discussão ampla sobre internet
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O acesso universal a serviços de internet em banda larga é um dos maiores desafios que o Estado brasileiro terá de enfrentar enquanto ação estratégica de desenvolvimento social, econômico e tecnológico do Brasil. A avaliação é do deputado Zilton Rocha (PT), que acaba de apresentar uma série de indicações para sugerir a criação de grupo de trabalho inter-governamental para discutir a elaboração e implementação do Plano Estadual de Serviços de Internet Pública em Banda Larga.
As indicações foram encaminhadas ao governador Jaques Wagner e aos secretários estaduais Robinson Almeida (Comunicação), Ildes Ferreira (Ciência, Tecnologia e Inovação), Antônio Carlos Batista Neves (Infra-Estrutura) e Afonso Bandeira Florence (Desenvolvimento Urbano).
Nos documentos, Zilton argumenta que o acesso à internet se tornou uma questão de estado e o exemplo disso são os programas que pretendem universalizar o acesso à internet em todas as escolas brasileiras. Citou ainda, na justificativa das indicações, um artigo publicado no site do Comitê Gestor da Internet no Brasil pelo pesquisador Carlos A. Afonso, segundo o qual em mais de 2.400 municípios brasileiros só há telefonia fixa. Esses municípios, acrescenta Zilton, representam 44% dos nossos 5.564 municípios e não têm acesso à internet e aos serviços de telefonia celular. O estudo revela também que existe conectividade em menos de 8% de nossas escolas públicas.
O estudo revela que, em 2006, enquanto na região Sudeste 18,74% das pessoas afirmam ter acesso à internet via computador de mesa ou portátil, na região Nordeste este percentual cai para 5,54%. Na região Sul, o percentual é de 16,90%. No Norte, é de 6,15% e, no Centro-Oeste, é de 13,05%. "Como podemos perceber, a partir da análise destes dados, o Nordeste é a região mais atrasada do país quanto ao acesso à internet."
A pesquisa também alerta para o fato de que 50,53% das pessoas entrevistadas que afirmavam ter acesso à internet em suas residências tinham uma renda familiar igual ou superior a R$ 1.801. As pessoas com renda familiar igual ou inferior a R$500 correspondiam a apenas 1,68% do total de pessoas com conexão à internet em suas residências.



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