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AL discute gás natural na Bahia

Publicado em: 10/10/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Audiência discutiu oferta do gás natural, com o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães
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O desenvolvimento econômico baiano e o desafio do gás natural foram amplamente discutidos ontem, pela manhã, por mais de três horas, durante uma audiência pública realizada no plenarinho da AL pela Comissão de Infra-estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, presidida pelo deputado Júnior Magalhães (DEM). A proposta para a realização da sessão foi do deputado Javier Alfaya (PCdoB) e, além do presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, estiveram presentes representantes da ANP, Petrobras, Cofic, Sindcombustível, Braskem, Ufba e outros segmentos ligados ao consumo e exploração de gás natural.
"O gás natural é hoje a mais barata e principal fonte de energia, principalmente para as indústrias, sendo responsável pela conquista de novos empreendimentos. Entretanto, a falta de garantia de suprimento da demanda tem inibido grandes investidores para o Pólo de Camaçari", argumentou Javier, explicando que a falta da oferta de gás está desmotivando novos investidores, somado a fatores como o alto custo da energia e a importação de nafta.
A produção de gás natural da Bahia representa o equivalente a 10% do total consumido diariamente no país e a expectativa é de que seja atendida a plena capacidade de extração, ou seja, 6 milhões de m³ por dia, ainda este ano. Mesmo assim, a Bahia representa 50% da oferta de gás no Nordeste e o governo do Estado tem feito um grande esforço para investir cada vez mais no setor energético.
O presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, fez uma explanação minuciosa de toda a situação sobre a exploração de gás na Bahia, destacando a grande expectativa pelo campo de Manati, na região do Baixo-sul do estado, já que os campos do Recôncavo não conseguem atender à demanda. Para ele, o grande desafio é suprir a crescente demanda das indústrias, que hoje consomem 90% do gás extraído na Bahia.
Javier Alfaya demonstrou sua preocupação com a concentração de renda nos municípios. "A região de Cairu, onde foi descoberto o campo de Manati, precisa que os recursos sejam revertidos em desenvolvimento regional, pois ao mesmo tempo em que possui potencial para a fruticultura, turismo, além de recursos naturais como gás e petróleo, sofre, por outro lado, com o analfabetismo e com doenças como a leishmaniose", disse Javier.



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