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Ciência e Tecnologia em debate

Publicado em: 05/10/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Audiência pública na AL debateu, ontem, Ciência e Tecnologia, com a presença do secretário de Ciência e Tecnologia, Ildes Ferreira
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Sessão na AL contou com presença do secretário Ildes Ferreira
Representantes do governo estadual, das universidades públicas e privadas e da Assembléia Legislativa discutiram, na manhã de ontem, a política do Estado para o setor de Ciência e Tecnologia. A audiência pública A Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Semana de Ciência na Bahia foi proposta pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos, presidida pelo deputado Zilton Rocha (PT), para ser mais uma atividade da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontece em todo o país até domingo.
Participaram do encontro o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, a diretora da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Dora Leal, o diretor de Educação a Distância e Tecnologia Educacional do Instituto Anísio Teixeira, Alfredo Matta, a diretora executiva do Sindicato de Professores da Bahia, Cristina Kavalkievicz, além de representantes da Sinpre, Ceped, Uesb, Uneb, Faculdades Rui Barbosa, Adup e Cetrab. "É extremamente importante que diversos setores da sociedade estejam envolvidos na discussão de um assunto tão importante para o desenvolvimento baiano", disse Rocha.
O titular da Secti, Ildes Ferreira, informou que o governo federal está discutindo o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor de Ciência e Tecnologia, que norteará as ações para onde serão destinados R$ 40 bilhões até 2011. Ferreira disse que o governo do Estado está convicto na criação de uma política estadual para os próximos quatro anos no setor de Ciência e Tecnologia. "Sem pesquisa e desenvolvimento da tecnologia não vamos desenvolver setores importantes, como saúde e educação", disse. O secretário apresentou alguns programas que estão sendo desenvolvidos pela secretaria na busca por soluções para a situação de desvantagem em que o estado se encontra, como no número de doutores, por exemplo.
Ferreira informou que pretende criar centros Vocacionais Tecnológicos Territoriais (CVTTs) para gerar e difundir conhecimento tecnológico em todo o território baiano; centros de Tecnologias Assistivas, para capacitar pessoas que lidam com portadores de necessidades especiais; Centros Digitais de Cidadania, "para promover não só a inclusão digital, mas para servir como um centro de cidadania". Ferreira também lembrou outras ações desenvolvidas pela secretaria, como o Programa de Biodiesel, os Arranjos Produtivos Locais (APLs) e a busca por soluções para a questão da contaminação em Santo Amaro.
A diretora da Fapesb, Dora Leal, ressaltou que dados do Banco Mundial apresentam a forte relação que existe entre o desenvolvimento de um país e sua produção de conhecimento. Segundo ela, a Bahia precisa corrigir graves problemas para fomentar o desenvolvimento no setor. "A despeito de ser o quarto estado brasileiro em população, a Bahia só concentra 2,8% dos doutores brasileiros", disse. Leal informou que o plano pensado para o estado deve contemplar o fortalecimento do setor de C&T, concentrando-se na formação de recursos humanos, investimentos e infra-estrutura e definição de projetos estruturantes.
Representando a Secretaria de Educação, o diretor de Educação a Distância e Tecnologia Educacional do Instituto Anísio Teixeira, Alfredo Matta, lembrou que o atraso do estado da Bahia no setor de C&T deve ser combatido não só com políticas de fomento à tecnologia. "É preciso investir na formação da base de nossa população, que não está preparada para utilizar nem tecnologias milenares, como o alfabeto", disse. Segundo ele, as políticas para o setor de Ciência e Tecnologia devem considerar a realidade do estado.



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