A audiência pública que discutirá o desenvolvimento econômico baiano e o desafio do gás natural, confirmada para o dia 9 próximo, e a outra que abordará a situação do transporte alternativo na Bahia, agendada para o dia 16 de outubro, foram discutidas ontem, na reunião da Comissão de Infra-estrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembléia Legislativa. A audiência sobre a BahiaGás foi proposta pelo deputado Javier Alfaya (PCdoB) e contará com a presença do diretor presidente da instituição, Davidson de Magalhães Santos.
Em relação ao transporte alternativo, o presidente do colegiado, deputado Júnior Magalhães (DEM), informou que intencionalmente este colegiado não o trata como transporte clandestino. Segundo ele esta atividade emprega muitos cidadãos e acaba realizando o deslocamento da população em localidades que as empresas responsáveis não realizam a contento, por não ver rentabilidade financeira.
Para o deputado Bira Corôa (PT), o transporte alternativo é o que garante em muitos municípios baianos o direito de ir e vir aos cidadãos. Já Maria Luiza Laudano (PT do B) destacou a quantidade de “pais de famílias que conseguem o sustento de seu lar com este trabalho”. Angela Sousa, deputada do PSC, enfatizou que esta atividade garante, em muitas localidades, uma melhor qualidade de vida para os moradores.
O parlamentar Ronaldo Carletto (PP) adotou uma postura mais comedida. “É preciso discutir os critérios para a legalização desde transporte”, salientou, enfatizando que é necessário ter consciência de que existem responsabilidades contratuais com as empresas de ônibus. “Não sou contra, mas acho que este assunto tem que ser discutido amplamente”, frisou.
INDUSTRIALIZAÇÃO
A comissão aprovou uma audiência pública, com data a ser confirmada, que discutirá o processo de interiorização da indústria baiana. “Precisamos levar indústrias para o interior, para evitarmos o deslocamento populacional para as áreas metropolitanas”, enfatizou Júnior Magalhães. Exemplificando este aspecto, Bira Corôa relatou o salto populacional que ocorreu na cidade de Camaçari. “Em poucos anos Camaçari passou de uma população de 17 mil habitantes para 200 mil”, concluiu, ressaltando que este fato gerou grandes problemas sociais como falta de saneamento básico e outros.
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