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Educação para a diversidade

Publicado em: 26/09/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Plenarinho da AL recebeu diversos educadores para debater Educação para a Diversidade
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Comissão de Educação debateu, ontem, experiências bem-sucedidas
As formas de se promover educação inclusiva no Estado da Bahia foram discutidas na audiência pública "Educação para a Diversidade – Boas Práticas e Recomendações", realizada na manhã de ontem, no plenarinho da Assembléia Legislativa, em meio às atividades da comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, presidida pelo deputado Zilton Rocha (PT). Durante o encontro foi apresentado o documento homônimo que mostra dados e experiências bem-sucedidas de ações promovidas por organizações não-governamentais em processos pedagógicos que têm foco nas questões de raça, gênero, deficiência, orientação afetivo-sexual e relação com a comunidade.
A ação é promovida pela Articulação de Educação para a Diversidade, formada pelas organizações Cipó – Comunicação Interativa; Rede Sou Atitude; Centro de Referência Integral de Adolescentes (Cria), Ceafro – Educação e Profissionalização para Igualdade Racial e de Gênero (Ceao/Ufba); Vida Brasil; Instituto de Serviços para a Ação Comunitária (Ispac) e Fórum Baiano de Educação Infantil (FBEI); em parceria com a comissão de Educação da Assembléia e apoio do organismo internacional Save the Children, do Reino Unido.
"O objetivo deste documento é abrir nosso baú onde guardamos experiências que podem contribuir para um diálogo positivo com o governo para promover ações de defesa para uma educação que respeite e inclua a diversidade", disse a coordenadora pedagógica do Centro de Referência Integral de Adolescentes (Cria), Eleonora Rabelo. Ela acredita que professores, livros e materiais didáticos não estão adaptados à realidade de diversidade entre os estudantes. "Além disso, as escolas não estão preparadas para receber estudantes portadores de necessidades especiais", disse.
De acordo com a coordenadora de comunicação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, os problemas poderiam ser resolvidos com a adoção de financiamentos públicos adequados, controle e participação social em todos os percursos e ambientes da gestão educacional, além da valorização dos profissionais de educação. Ela informa que as pautas da Campanha – que recentemente foi uma das vencedoras do Prêmio Darcy Ribeiro devido a sua atuação para a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvi-mento da Educação Básica (Fundeb) – contemplam o acompanhamento da implementação do fundo, a valorização do Custo Aluno Qualidade Inicial (Caqi), a adoção de um piso salarial nacional para profissionais de Educação e o posicionamento pela extinção da Desvinculação dos Recursos da União (DRU).
A audiência foi pontuada por intervenções teatrais de jovens participantes do Cria Poesia, além do depoimento sobre educação inclusiva, feito pela jovem educadora da Cipó e integrante da Rede Sou Atitude, Rosana Alves. A qualidade do conteúdo dos debates foi elogiada pelos parlamentares que participaram da audiência pública. "Estou saindo daqui oxigenado", resumiu o deputado Heraldo Rocha (DEM). Para o presidente da comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, deputado Zilton Rocha (PT), "é uma pena que as escolas fiquem presas às aulas expositivas e ainda não tenham descoberto que os alunos têm muito o que dizer".



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